Acompanhe o mercado de fertilizantes...
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. O mercado global começa o dia novamente pressionado pela escalada entre Estados Unidos e Irã, com o petróleo sustentando a alta após uma nova rodada de ataques americanos e a resposta de Teerã. O Brent opera próximo de US$ 95, reforçando o choque inflacionário via energia e mantendo os juros longos em níveis elevados. O movimento consolida uma mudança importante de percepção sobre política monetária: o mercado já atribui quase 70% de probabilidade de alta de juros pelo Fed em setembro, diante de uma economia ainda resiliente e de uma inflação que encontra dificuldade para convergir à meta.
Nesse ambiente, bolsas globais recuam, com maior pressão sobre tecnologia e semicondutores, enquanto os Treasuries seguem defensivos e o juro de 30 anos permanece próximo das máximas em quase duas décadas. O dólar, por enquanto, reage pouco. O pano de fundo continua desfavorável para ativos de risco: petróleo mais alto significa inflação mais persistente, menor espaço para flexibilização monetária e prêmio maior na curva de juros.
Na agenda americana, o ADP abre hoje a bateria de dados de emprego, preparando o mercado para o payroll de sexta-feira. Com a precificação de setembro novamente inclinada para uma alta, números fortes de emprego podem reforçar o movimento de abertura da curva americana; dados mais fracos seriam a principal fonte de alívio para os juros.
No Brasil, o foco se divide entre macro e política, nova pesquisa ganha relevância depois da melhora de Flávio Bolsonaro do avanço recente do Ibovespa, colocando à prova o chamado trade eleitoral. Ao mesmo tempo, as revelações envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro adicionam um novo componente à disputa política e tendem a elevar a sensibilidade dos ativos domésticos ao noticiário.