Acompanhe o mercado de fertilizantes...
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. Os mercados globais operam em compasso de espera nesta sexta-feira, com ações e Treasuries praticamente estáveis antes do discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole. A fala, às 11h de Brasília, concentra as atenções diante da expectativa por sinais mais claros sobre setembro e, principalmente, sobre a estratégia do Fed para conduzir a inflação de volta à meta. A combinação de inflação ainda resistente, divergências dentro do Comitê e pressão sobre os juros longos aumenta a sensibilidade do mercado à comunicação de hoje.
Em Wall Street, o S&P 500 caminha para fechar a semana em alta, enquanto o Nasdaq devolve parte do forte movimento impulsionado ontem pelo setor de inteligência artificial. O bom guidance da Nvidia reforçou a percepção de que o ciclo de investimentos em IA segue robusto, oferecendo suporte às ações de tecnologia mesmo diante de um ambiente macro e geopolítico mais incerto.
No exterior, petróleo, dólar e ouro operam sem grandes variações, mas o risco geopolítico permanece relevante. O novo impasse entre EUA e Irã sobre o Estreito de Ormuz mantém um prêmio no petróleo, enquanto a perspectiva de intensificação dos ataques russos à Ucrânia adiciona cautela.
No Brasil, a agenda traz IGP-M e Caged, após a Pnad reforçar a resiliência do mercado de trabalho com nova queda do desemprego. No corporativo, o mercado acompanha a conclusão do julgamento no STF sobre a tributação dos lucros da Vale no exterior e os impactos da decisão do governo de prorrogar a alíquota de 12% sobre as exportações de petróleo. O dia, porém, deve ser essencialmente guiado por Jackson Hole: o tom de Warsh pode redefinir as expectativas para setembro e direcionar juros, dólar e ativos de risco.