Áudio com informações do abertura do dia no Agronegócio
Macro: Nesta quinta-feira (20) o dólar trabalha em alta no Brasil e no exterior. O movimento de queda visto no dia anterior perdeu força, com o IDX operando com ganhos moderados. A pressão vem da reabertura dos Treasuries, da alta do petróleo e da retomada de prêmio na curva local. Os dados americanos divulgados pela manhã também vieram firmes, com pedidos de seguro-desemprego abaixo do esperado e indicador regional de atividade industrial mais forte. O conjunto reforça a abertura dos juros nos EUA. O petróleo também segue no radar. Brent e WTI operam nas máximas desde o fim de julho, no quinto pregão consecutivo de alta. A energia volta a pressionar o prêmio inflacionário e adiciona cautela ao mercado.
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CBOT
Soja e Derivados: Os futuros da soja trabalham praticamente no zero a zero nesta quinta-feira, após seis dias consecutivos de alta. O movimento recente foi impulsionado pelas dúvidas sobre a real produtividade da safra americana e pelo impacto que uma possível redução poderia ter nos estoques finais, em um cenário de demanda firme na exportação e no crush doméstico. Nesse contexto, o mercado ainda encontra sustentação para as cotações. Outro ponto de suporte vem do óleo de soja, que opera em forte alta, acompanhando a valorização dos futuros do petróleo. Nos últimos dias, o petróleo vem ganhando força diante da falta de resolução para o impasse no Estreito de Ormuz. As vendas semanais de soja vieram praticamente em linha com a média da expectativa do mercado.
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Milho e Trigo: Para os cereais, o dia também é de valorização. Para milho e trigo, podemos listar vários fundamentos altistas, mas destaco dois pontos para o milho e um para o trigo. No milho, o primeiro ponto segue nas dúvidas sobre a real produtividade que a safra americana pode alcançar. Os dados do Pro Farmer Crop Tour indicam, neste primeiro momento, que o USDA pode ser mais agressivo nos próximos cortes de produtividade. Essa leitura fica mais evidente em algumas áreas que sofreram com fortes alagamentos e deterioração das lavouras, após chuvas torrenciais e de forte intensidade, além do estresse hídrico que ocorreu em dado período de polinização. Para o trigo, os fundamentos não mudam. A cada dia, as consultorias privadas do Mar Negro ficam mais pessimistas em relação ao saldo exportável de Rússia e Ucrânia para esta temporada, já falam para Ucrânia algo próximo entre 5-10 Mi t.
B3
Milho/B3: O milho na B3 não descola do mercado internacional e opera em alta em praticamente toda a curva nesta quinta-feira. Os futuros vêm se mantendo acima de R$ 70/sc, recuperando boa parte das perdas observadas no fim de julho. Nos últimos dias, os negócios no mercado físico perderam liquidez, com o produtor mais focado na venda da soja da safra nova do que na venda do milho safrinha. Apesar da menor liquidez, o mercado no interior segue firme, com preços próximos aos patamares do início da semana.
Clima: Nesta quinta-feira (20), os mapas mostram o tempo mais aberto sobre grande parte do Brasil, com as instabilidades mais concentradas no extremo Sul do Rio Grande do Sul e na faixa oeste da Amazônia. Para os próximos dias, a frente fria ainda mantém algumas chuvas sobre a Região Sul, principalmente no estado gaúcho e de forma mais pontual em Santa Catarina, mas sem volumes generalizados sobre o Centro-Oeste e Sudeste. Na sequência, o sistema perde força e o tempo volta a ficar mais firme em boa parte do país, mantendo o padrão mais seco sobre a faixa central, enquanto as chuvas seguem mais frequentes no Sul e começam a ganhar maior atenção novamente na virada do mês.
