Áudio com informações do abertura do dia no mercado agricola
O Banco Central do Brasil divulgou há pouco a sua decisão sobre a taxa de juros em nosso país. Conforme amplamente esperado pelo mercado, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa Selic em 0,25 p.p., passando de 14,25% para 14%.
Esse foi o quarto corte consecutivo na taxa de juros em 0,25 p.p., totalizando um afrouxamento monetário de 1 ponto percentual. Apesar disso, a taxa segue em nível extremamente restritivo, encarecendo o crédito, desestimulando investimentos no setor produtivo e gerando desaceleração na atividade econômica.

No comunicado, a autoridade monetária brasileira disse: “A decisão de hoje é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”. Para o BC, este horizonte é o primeiro trimestre de 2008, no qual projeta uma inflação acumulada em 12 meses para aquele período de 3,2%.
Apesar da queda de hoje, o Copom mostrou preocupação com a expectativa inflacionária acima do teto da meta deste ano, ambiente externo incerto por conta da guerra no Oriente Médio e o impacto da política fiscal expansionista do governo sobre a inflação.
Ademais, salientou no comunicado de hoje o risco climático sobre a produtividade agrícola e custos de energia, claramente já mostrando atenção ao risco do forte El Niño que atingirá a próxima safra no Brasil.
O tom sugere uma pausa no ciclo de afrouxamento monetário, mas o Banco Central fez questão de deixar claro que seu próximo passo dependerá da evolução das expectativas inflacionárias e dos próximos dados do IPCA que serão reportados antes da próxima decisão.
Portanto, o Copom deixou em aberto seu próximo passo e dependerá dos números de inflação. Mas algo parece certo. Se houver ainda corte de juros este ano, será só mais um. O comunicado tende a manter o mercado dividido sobre o que esperar na próxima decisão. Se teremos uma pausa no corte dos juros ou a última queda de 2026.