Áudio com informações do abertura do dia no mercado agricola
Macro: O dólar trabalha em queda nesta quarta-feira (05). O recuo frente ao real foi impulsionado principalmente por dados americanos mais fracos, reforçando sinais de desaceleração da economia dos EUA. O foco do mercado segue na trajetória dos juros, com o Copom definindo a Selic após o fechamento. A taxa está em 14,25% ao ano, com expectativa de corte para 14%. O PMI de serviços de julho veio em 49,7 pontos, indicando retração da atividade e perda de ritmo da economia.
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CBOT
Soja: Mais um dia de queda para os futuros do complexo da soja. O leilão de soja da China mostrou demanda relevante, mas ainda sem representar um problema para o Brasil no curto prazo. No primeiro lote, a demanda ficou em 50% das 500 mil t ofertadas. No segundo, subiu para 66%, com volume total negociado próximo de 580 mil t. Apesar do fundamento ser altista, os futuros seguem em derrocada, e muitos vencimentos já perderam o patamar de US$ 12/bu. A tendência é que, com a aproximação da colheita americana nos próximos meses, o mercado entre em uma pressão sazonal maior, para depois buscar recuperação conforme a demanda e o balanço voltem a ganhar peso nas cotações.
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Mercados na Ásia: Boa demanda no 2º leilão de soja na China
Milho e Trigo: Para os cereais, o dia é misto. Os futuros do milho operam em forte queda, pressionados principalmente pelo clima americano, com previsão de bons volumes de chuva para os próximos dias. Além disso, o arrefecimento das tensões no Oriente Médio também tira parte do prêmio das cotações. Hoje o USDA reportou vendas de 130 mil t para o Mexico. No Mar Negro, as tensões continuam e seguem dando suporte ao trigo. Na CBOT, o trigo sobe forte, acompanhando o movimento mais firme dos cereais na Euronext.
B3
Milho: O milho na B3 recuou, acompanhando a forte queda do cereal na CBOT. Os contratos registraram perdas próximas de 0,66%, pressionados pela liquidação de posições e pela fraqueza generalizada do mercado internacional. Apesar da pressão externa, um dolar mais estavel no fechamento do dia ajudou a sustentar os preços domésticos e limitou quedas mais fortes na B3.
Clima: Nesta quarta-feira (05), os mapas diários da América do Sul mostram precipitações localizadas no Sul do Brasil e no sul do MS, pegando também o Paraguai. Para os próximos dias, as chuvas ganham força e avançam sobre parte do Sudeste, Argentina e Paraguai. O padrão segue muito semelhante ao observado nas últimas semanas, com as precipitações mais concentradas no Sul da América do Sul.
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