Áudio com informações do abertura do dia no mercado agricola
Macro: A terça-feira é de alta para as bolsas ao redor do globo, sustentadas por uma temporada de balanços acima do esperado, com 86% das empresas do S&P 500 superando as estimativas de lucro. As bolsas americanas seguem próximas das máximas históricas. No Brasil, o dólar avança frente ao real, enquanto o mercado mantém a expectativa de um novo corte da Selic. No cenário externo, a perspectiva de um acordo entre EUA e Irã reduz a aversão ao risco e favorece o desempenho dos ativos.
CBOT
Soja: A soja recua forte em Chicago, pressionada chegada de precipitações no Meio-Oeste dos EUA, que aliviaram parte das preocupações com a safra, enquanto as condições das lavouras permaneceram estáveis. As compras da China por soja americana seguem ocorrendo, mas ainda sem força para sustentar os preços. Correndo por fora, o mercado acompanha os desdobramentos com o encarecimento dos fretes. Os preços seguem sustentados pelo aperto no balanço global e pelos problemas logísticos em importantes países exportadores. Desde julho, as limitações aos embarques no Mar Negro vêm direcionando maior demanda para a América do Sul, principalmente para a Argentina.
Saiba mais:
🚨 ALERTA 1: Mais problemas logísticos
🚨 ALERTA 2: Queda generalizada para os grãos em Chicago
Milho e Trigo: Os cereais também seguem pressionados. Tanto na CBOT quanto na Euronext, as cotações do milho e trigo trabalham em queda. A Turquia pediu à Rússia e à Ucrânia que tomem medidas para garantir a segurança da navegação no Mar Negro. No Oriente Médio, Bessent comentou que entre hoje e amanhã pode sair um novo acordo entre EUA e Irã.
B3
Milho: O mercado de milho segue com pouca liquidez. No Mato Grosso, os preços recuam cerca de R$ 1/sc, acompanhando a pressão de Chicago. No mercado físico, produtores permanecem retraídos, aguardando uma recuperação das cotações antes de avançar com novas vendas. Enquanto as pedidas seguem acima de R$ 50/sc, as indicações para agosto e setembro giram entre R$ 46 e R$ 47/sc, mantendo o mercado travado.
Clima: Agosto começa mantendo o padrão das últimas semanas, com uma nova frente fria levando chuvas ao Rio Grande do Sul, norte da Argentina e Paraguai. Na sequência, as instabilidades avançam para SC, PR e sul de MS, enquanto o restante do Brasil permanece quente e seco. Ao longo da segunda semana do mês, novas frentes frias mantêm os maiores acumulados concentrados na Região Sul. O excesso de chuva segue preocupando áreas do RS já afetadas por alagamentos. Fora essas regiões, predominam tempo firme e baixos volumes de precipitação.
