Áudio com informações do abertura do dia no mercado agricola
Macro: O mês de agosto inicia com o dólar mais forte frente ao real. No mercado externo, o IDX opera próximo da estabilidade, enquanto os índices nos EUA operam com fortes ganhos, com Nasdaq e Dow Jones subindo mais de 1%, impulsionados pela temporada de balanços. O Ibovespa vai na contramão e opera no campo negativo, pressionado por ações de Vale e Petrobras, que pesam no índice. A semana é cheia, na quarta-feira teremos a decisão de juros do Copom e ao longo da semana, vários dados da economia norte-americana, que podem trazer volatilidade para o dólar.
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CBOT
Soja: O início da semana é positivo para a soja. A oleaginosa chegou a abrir o dia em queda, mas encontrou suporte ao longo da sessão, puxada pelos derivados e pelo anúncio de novas compras da China para a safra nova americana. No mercado físico brasileiro, a soja disponível está firme, negócios sendo reportados entre R$139 na última semana e hoje R$140 por saca em Goiás.
Derivados: Nos derivados, o destaque fica para o óleo de soja. Mesmo com os futuros do petróleo operando em forte queda hoje, o óleo se mantém firme, impulsionado pelo crush americano e pelas margens elevadas de esmagamento. O oil share no spot da CBOT está em torno de 51%, enquanto a margem de esmagamento trabalha próxima de US$ 100/t.
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Milho e Trigo: Para os cereais, a semana inicia com ganhos consideráveis. O destaque fica para o trigo, que sobe mais de 2% nos vencimentos da curva e recupera boa parte das perdas da última semana. Os fundamentos não mudaram. As questões envolvendo o conflito no Mar Negro continuam trazendo volatilidade. Além das interrupções nas exportações de grãos, Rússia e Ucrânia seguem mirando refinarias de petróleo, o que causa impacto direto no complexo de biocombustíveis e, de quebra, puxa o milho na carona.
B3
Milho: Os contratos futuros de milho iniciam a semana em queda na B3. Para alguns vencimentos, já é o quarto dia consecutivo de recuo. Apesar da baixa momentânea, o milho acumulou ganhos em julho, mesmo em plena colheita. E falando da safra, o MT alcançou 97% da área colhida e praticamente encerra os trabalhos de campo do milho safrinha. O principal destaque da firmeza no físico veio justamente do MT, que direcionou bons volumes para exportação na última semana, com preços mais sustentados. Olhando para o fundamento global, os estoques de milho para a próxima temporada estão no menor nível em anos.
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Clima: Agosto começa mantendo o padrão climático observado nas últimas semanas. Os modelos seguem indicando a atuação de uma nova frente fria sobre a Região Sul, favorecendo chuvas entre esta segunda (3) e terça-feira (4) sobre o Rio Grande do Sul, norte da Argentina e Paraguai. Na sequência, o sistema perde intensidade, mas ainda mantém instabilidades sobre Santa Catarina, Paraná e sul do Mato Grosso do Sul. Enquanto isso, o restante do Brasil permanece com predomínio de tempo firme, temperaturas elevadas e pouca chuva. As únicas exceções ficam por conta de precipitações pontuais sobre Rondônia e na região dos Parecis, em Mato Grosso, sem volumes expressivos.
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