PSF: 27_07_2026
O dólar comercial opera em queda consistente na manhã desta quinta-feira, voltando a operar abaixo de R$ 5,10.
A desvalorização do dólar no Brasil acompanha o movimento global de depreciação da moeda norte-americana, refletindo os resultados de PIB e PCE Core (inflação dos Gastos das Famílias) nos EUA que foram divulgados há pouco. Ambos os indicadores registraram resultados abaixo das projeções, reduzindo o risco de uma política monetária mais restritiva na maior economia do mundo.
Referente ao segundo trimestre deste ano, o PIB norte-americano registou um crescimento anualizado de 1,5% ante expectativa de expansão de 2,1%. O PCE Core de junho registrou leve alta mensal de 0,1% contra estimativa de alta de 0,2%.
Após a divulgação destes números, a probabilidade de duas altas de juros nos EUA de 0,25 p.p. até o final do ano reduziu de 39% para 30%, enquanto a possibilidade de apenas um alta de 0,25 p.p. subiu de 31% para 44%. Já a possibilidade de manutenção até dezembro de 2026 está em 19%.
Quanto menos subir os juros nos EUA este ano, melhor para os ativos de risco ao redor do globo. No exterior, o dólar IDX (contra cesta de moedas de países desenvolvidos) registra queda de 0,6% neste momento e moedas emergentes ganham entre 0,5% e 1,15% frente a divisa norte-americana.
No mercado acionário, as bolsas dos EUA sobem entre 0,6% (Dow Jones) e 2,2% (Nasdaq) e no Brasil, o Ibovespa sobe 0,5%.
Dia positivo para os ativos de risco. Bolsas para cima e dólar para baixo.
