Essa opinião foi escrita no dia 07 desse mês.
Macro: Nesta quarta-feira (29) o foco dos investidores está voltado para a decisão do Federal Reserve sobre os juros nos Estados Unidos, além da divulgação dos resultados das principais empresas de tecnologia. No câmbio, o dólar opera praticamente estável frente ao real. O petróleo segue sustentado pela escalada das tensões no Oriente Médio, após novos ataques na região. Já a bolsa brasileira acompanha o ambiente de maior aversão ao risco, com o Ibovespa registrando queda próxima de 1%.
CBOT
Soja e Derivados: Com previsões de chuvas favoráveis para o Meio-Oeste dos Estados Unidos, os contratos da soja na CBOT registram queda próxima de 30 c/bu. Apesar da leve alta do petróleo, os mercados de óleo e farelo de soja acompanham o movimento de baixa da oleaginosa, renovando as mínimas do dia. Até o momento, o USDA não anunciou novas vendas para exportação, mantendo o mercado atento ao comportamento da demanda. Outro ponto de atenção é o leilão de soja na China, que poderá trazer novos sinais sobre o apetite do principal importador mundial e influenciar a dinâmica dos preços nas próximas sessões.
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Milho e Trigo: Acompanhando o complexo da soja, os futuros dos cereais operam em forte queda. O destaque vai para o milho, que recua com mais força nos vencimentos mais curtos. Os prêmios adicionados às cotações nos últimos dias em função do clima começam a derreter. O milho atravessa uma fase crítica, com maior necessidade hídrica, mas pode encontrar algum alívio com as chuvas que ocorreram e que seguem previstas para os próximos dias nos EUA. Os prêmios adicionados não foram apenas especulação. De fato, julho foi o mês mais seco dos últimos 12 anos em algumas regiões do Meio-Oeste, segundo os dados meteorológicos.
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B3
Milho: Os contratos de milho na B3 passam por um ajuste moderado, acompanhando o movimento observado na CBOT. A colheita da segunda safra já se aproxima de 60%, e, até o momento, esse avanço não gerou a pressão baixista sobre os preços que parte do mercado esperava. O foco agora está na demanda. Os preços no mercado físico seguem indicando sustentação, reforçando a percepção de um mercado equilibrado. A atenção permanece voltada para o line-up dos portos e o ritmo das exportações. Mantido esse cenário, a tendência continua sendo de valorização, tanto no mercado físico quanto nos contratos negociados na B3.
Clima: As chuvas continuam concentradas sobre a Região Sul nesta quarta-feira (29), com volumes elevados principalmente no Rio Grande do Sul. As imagens de radar indicam precipitações persistentes sobre grande parte do estado, já alcançando também áreas de Santa Catarina, Paraná e Paraguai. No território gaúcho, os novos acumulados voltam a provocar alagamentos e enchentes, agravando uma situação já sensível após a sequência de eventos registrados ao longo das últimas semanas.
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