PSF: 27_07_2026
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. Os mercados iniciam o dia em compasso de espera, com os investidores concentrando atenções na decisão do Federal Reserve e nos resultados das principais empresas de tecnologia, eventos que devem definir o tom dos ativos globais no curto prazo. Os futuros americanos operam próximos da estabilidade, enquanto o setor de semicondutores segue pressionado, refletindo uma mudança de percepção do mercado: o foco deixou de ser apenas o crescimento da inteligência artificial e passou a ser a capacidade de transformar os elevados investimentos em retorno efetivo. Mesmo resultados sólidos têm sido insuficientes para sustentar as ações do setor, evidenciando uma realização motivada por valuation e expectativa de margens.
Na renda fixa, os Treasuries devolvem parte dos ganhos recentes, com o mercado ainda atribuindo cerca de 35% de probabilidade a uma nova alta de juros pelo Fed. Mais do que a decisão, a comunicação da autoridade monetária será determinante para calibrar as expectativas sobre o ciclo de juros, especialmente em um ambiente em que a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã voltou a sustentar os preços do petróleo e reacendeu preocupações com a inflação.
No Brasil, o IPCA-15 abaixo do esperado reforçou a expectativa de corte da Selic na próxima reunião do Copom. Assim, o comportamento dos ativos domésticos dependerá principalmente da sinalização do Fed e da temporada de balanços, com destaque para os resultados das gigantes de tecnologia e para o relatório de produção e vendas da Petrobras. O viés do mercado permanece cauteloso, com investidores buscando confirmar se o cenário de desaceleração da inflação será suficiente para sustentar um ambiente mais favorável para ativos de risco.