PSF: 27_07_2026
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h50 de Brasília).
Bom dia. A continuidade do conflito militar entre EUA e Irã mantém o preço do petróleo em disparada no mercado internacional. Na bolsa de Nova York, o preço do barril ultrapassa US$ 90 e em Londres se aproxima de US$ 100.
Nesta madrugada, houve relatos de ataques a petroleiros na costa da Arábia Saudita e os EUA renovaram ameaças de intensificar seus ataques contra o Irã.
A escalada do preço do petróleo traz de volta os receios de pressão inflacionária, que por sua vez pressiona para baixo o mercado acionário no Ocidente, com as bolsas europeias em baixa e os índices futuros norte-americanos também. Na Ásia, as bolsas fecharam com ganhos, em ajuste após as quedas recentes.
Diante da agenda econômica fraca nesta semana, o mercado segue atento ao noticiário sobre a guerra no Oriente e seu impacto no preço do petróleo.
Para o Brasil, a alta do preço do petróleo é positiva, contribuindo para valorização da nossa moeda e das ações da Petrobrás (vide o Ibovespa ontem). O Brasil é um exportador líquido de petróleo e derivados.
Em 2025, o nosso país exportou a mais do que importou na conta petróleo e derivados quase US$ 35 bilhões. E este ano, diante da valorização do preço do barril, o superávit tem tudo para ultrapassar a casa de US$ 40 bilhões. Ou seja, mais moeda estrangeira entrando no país via fluxo comercial.
No mercado de moedas, o dólar opera com ganhos frente as moedas de países desenvolvidos e divisas de países emergentes, refletindo o temor do impacto inflacionário da alta do petróleo. Antes da recente escalada do preço do petróleo, o mercado apostava em uma alta de juros nos EUA até o fim do ano. Agora, a chance de dois apertos monetários volta a ser a aposta com maior probabilidade, impulsionando o preço do dólar nesta quinta-feira ao redor do globo.
Para o Brasil, a sinal é de abertura em leve alta para o dólar e queda para o Ibovespa. Porém, valorização do petróleo é benéfica ao nosso país e pode levar o Real a se descolar de seus pares ao longo do dia. Mantemos a visão que o maior risco de alta para o dólar no Brasil é a eleição deste ano. No cenário externo, o quadro é benigno para nossa moeda.