Áudio com informações do abertura do dia no agronegócio
Macro: O dólar trabalha próximo da estabilidade nesta quarta-feira, mas com leves ganhos frente ao real. O desempenho da moeda brasileira vai na contramão dos pares, enquanto o IDX opera com perdas significativas frente a uma cesta de moedas de países desenvolvidos. O dia é favorável aos ativos de risco ao redor do globo. O PPI, índice de preços ao produtor dos EUA, veio abaixo das projeções do mercado e reforçou, por ora, a leitura de desaceleração da inflação americana.
CBOT
Soja e Derivados: O complexo da soja tem o dia positivo. O SH27 referência para o produtor brasileiro está trabalhando próximos das máximas do contrato. O impulso dos futuros vem principalmente dos dados do NOPA, que vieram fortemente altistas. A associação reportou esmagamento de 214,3 milhões de bushels em junho, número bem acima da expectativa do mercado (em torno de 203-204 milhões) e um novo recorde para o mês. Além disso, os estoques de óleo de soja caíram mais do que o esperado, refletindo a forte demanda por óleo especialmente para biodiesel.
Saiba mais em:
Milho e Trigo: Os cereais também operam em forte alta por mais um dia. O principal fator que impulsiona as cotações do trigo e do milho é o aperto momentâneo no fluxo de oferta em função da disparada das tensões no Mar Negro. Fontes de agências internacionais indicam que a Ucrânia tem como alvo principalmente petroleiros, enquanto a Rússia estaria atacando navios de carga que saem de portos ucranianos. A questão central não é apenas a perda efetiva das exportações ucranianas, mas o risco de os compradores precisarem redirecionar a demanda para a UE ou outras origens, caso os fluxos do Mar Negro se tornem menos confiáveis. Nos últimos 10 dias, o trigo na Euronext subiu mais de 12%.
Saiba mais em:
🚨 ALERTA 1: Trigo e milho disparam com risco no Mar Negro e estoques apertados
B3
Milho: O milho B3 vai na carona dos cereais a nível global e opera com ganhos em toda a curva. Com a oferta de cereais mais escassa ao redor do globo e problemas nas principais origens, o milho brasileiro pode ganhar espaço com uma migração da demanda para as origens sul-americanas. As exportações de milho no acumulado do ano, de Jan/26 a Jun/26, estão acima do ano passado, com 7,9 Mi t embarcadas, contra 6,5 Mi t até o fim de junho da temporada anterior. Se o ritmo repetir a temporada passada, o programa pode alcançar algo próximo de 40 Mi t. O ponto importante é o câmbio, e se ele vai ajudar o exportador na conta final.
Clima: O principal destaque da atualização climática continua concentrado na Região Sul. Os modelos seguem indicando a formação e o avanço de uma nova frente fria entre os dias 16 e 18 de julho, com aumento gradual das instabilidades sobre o Rio Grande do Sul. As primeiras chuvas começam a ganhar força já na noite de quinta-feira, mas é entre domingo (19) e terça-feira (21) que o sistema alcança seu maior potencial, mantendo a frente praticamente estacionária sobre o estado e favorecendo acumulados elevados
Saiba mais em:
Clima: Destaques Climáticos BRA e EUA
