Soja SH27 testa novamente a resistência
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. Os mercados iniciam a semana em tom mais defensivo, pressionados pela realização no setor de tecnologia e pela nova escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A correção nas ações ligadas à inteligência artificial ganhou força após fortes quedas das fabricantes sul-coreanas de semicondutores, reacendendo dúvidas sobre a sustentabilidade do ciclo de investimentos em IA e sobre o retorno esperado dos elevados gastos dos hyperscalers. Os futuros do Nasdaq recuam cerca de 1%, refletindo a fraqueza do segmento de chips.
No campo geopolítico, a troca de ataques entre Estados Unidos e Irã durante o fim de semana voltou a elevar o prêmio de risco nos mercados. As incertezas sobre a segurança do Estreito de Ormuz impulsionaram o petróleo, com o Brent voltando à região de US$ 78 por barril, enquanto os rendimentos dos Treasuries avançam diante do risco de maior pressão inflacionária.
A semana será decisiva para a calibragem das expectativas de política monetária. Nos Estados Unidos, os investidores acompanham a divulgação do CPI, o depoimento de Kevin Warsh ao Congresso e o início da temporada de balanços dos grandes bancos, eventos que ajudarão a definir as apostas para os próximos passos do Fed. No Brasil, a agenda de atividade ganha destaque, com uma sequência de indicadores culminando no IBC-Br, que testará a percepção, reforçada pelo IPCA de junho, de espaço para um novo corte da Selic na reunião de agosto.