PSF: 22_06_2026
O dólar comercial opera em queda consistente neste momento, após operar “de lado” na primeira meia-hora de negócios. Com a queda, volta a operar abaixo de R$ 5,20.
A desvalorização do dólar no Brasil reflete a divulgação dos dados do mercado de trabalho nos EUA, o tradicional relatório do Payroll.
Referente a junho, a maior economia do mundo registrou a criação de 57 mil novas vagas de trabalho, bem abaixo do esperado pelos analistas que era de 114 mil novos postos de trabalho. Ademais, o número de maio foi revisado para baixo, de 172 mil para 129 mil.
Em contrapartida, a taxa de desemprego recuou de 4,3% em maio para 4,2% em junho. O mercado esperava estabilidade. A variação salarial acumulada em 12 meses ficou em linha com a estimativa dos analistas, com alta de 3,5%.
Os dados de criação de postos de trabalho sinalizam que o mercado de trabalho não está tão aquecido como parecia, o que reduz neste momento o risco de duas alta de juros na maior economia do mundo até o final deste ano.
Com o mercado de trabalho mais fraco que o esperado, os ativos de risco registram forte valorização neste momento, com bolsas de valores em alta e dólar em forte queda ao redor do globo. O sentimento é que após os dados do Payroll a política monetária nos EUA não precisará ser tão contracionista como estava sendo especulado pelo mercado, trazendo alívio para os ativos de renda variável.
O dólar IDX (contra cesta de moedas de países desenvolvidos) recua 0,72% e é cotado a 100,4 pontos. Já moedas emergentes operam com ganhos entre 0,6% e 0,9% frente ao dólar.
No mercado acionário, os índices futuros norte-americanos sobem entre 0,5% e 0,7%, enquanto na Europa os ganhos variam entre 0,9% e 1,4%.
No Brasil não é diferente, com o Ibovespa futuro subindo 0,8% e o dólar comercial caindo 0,7%.
