PSF: 22_06_2026
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. Os mercados começam julho em compasso de espera. O foco global está em Kevin Warsh, que participa hoje do painel de política monetária no Fórum de Sintra, em Portugal, em sua primeira aparição internacional como presidente do Federal Reserve. Após o tom duro adotado em seu último discurso, investidores buscam novas sinalizações sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos.
Os ativos refletem essa cautela. Os futuros do S&P 500 recuam 0,3%, as bolsas europeias realizam parte dos ganhos após renovarem máximas históricas e as ações asiáticas encerraram o pregão sem direção única. O dólar avança frente às principais moedas, enquanto o mercado já precifica aproximadamente 30% de probabilidade de uma alta de juros pelo Fed ainda em julho.
Antes do payroll de quinta-feira, a agenda americana traz hoje a pesquisa ADP de emprego no setor privado. O dado, somado às declarações de Warsh, pode ajustar as expectativas para a política monetária em um ambiente de atividade resiliente e pressões inflacionárias ainda presentes.
No Brasil, o ambiente segue construtivo para os ativos domésticos. O Caged abaixo do esperado reforçou a leitura de desaceleração gradual do mercado de trabalho e aumentou a convicção de que o Banco Central terá espaço para promover um novo corte da Selic em agosto. Ao mesmo tempo, a forte queda recente do petróleo abriu espaço para o governo iniciar a retirada gradual dos subsídios aos combustíveis, reduzindo uma importante fonte de pressão fiscal e inflacionária.
Selic em agosto ganha força. A combinação entre o alívio dos preços do petróleo e a moderação do mercado de trabalho consolidou a percepção de que o Banco Central dispõe de maior margem para dar continuidade ao ciclo de flexibilização monetária. A expectativa de um novo corte da Selic na próxima reunião passou a ser o cenário-base do mercado.