O crush margin baseado no Preço de Paridade de Exportação
Macro: O dólar opera em queda frente ao real nesta tarde. O movimento está associado aos dados da economia americana, que vieram em linha com a expectativa do mercado. Contudo, ainda sustentam a leitura de um Fed cauteloso. O núcleo do PCE segue acima da meta, enquanto renda, consumo e mercado de trabalho continuam mostrando firmeza. No Brasil o Copom iniciou um novo ciclo de corte de juros na quarta-feira passada, reduzindo a Selic para 14,25% ao ano e ocasionou um fluxo de saída forte de dólar nos últimos dias.
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CBOT
Soja e Derivados: Futuros da soja registram forte alta na Bolsa de Chicago. As vendas semanais do USDA trouxeram impulso para as cotações, com números acima da expectativa do mercado. Para a safra 2025/26, foram 455,4 mil t líquidas, enquanto a safra 2026/27 somou 902,2 mil t. Correndo por fora, os derivados dão suporte para todo o complexo. Do lado do óleo de soja, o movimento acompanha a ligeira alta dos futuros do petróleo nesta quinta-feira. Já no farelo, o mercado monitora o desenrolar das greves na Argentina, que podem afetar as exportações do país e abrir espaço para Brasil e EUA.
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Análise gráfica: soja travada em meio à espera do relatório do USDA
Milho e Trigo: Para os cereais, o dia também é de alta. Além do suporte das vendas semanais, que vieram dentro das expectativas, o milho pega carona na soja e obtém ganhos mais fortes. A menos de uma semana do relatório que vai mostrar a área efetiva de soja e milho, algumas pesquisas privadas revelaram que os produtores optaram por plantar mais soja do que milho para a temporada nova. Os números do USDA vão trazer mais clareza ao mercado e direcionar as cotações para os grãos.
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B3
Milho: Na B3, os futuros do milho acompanham a CBOT e operam em alta moderada, mesmo com o dólar em queda. No mercado físico, a expectativa de compras do Irã dá suporte, mas os compradores ainda aguardam um movimento mais forte de farmer selling. O Irã aparece em torno de +180cu contra +170cu, cerca de 40 a 45 c/b acima do FOB. Além disso, a Europa pode entrar com mais demanda, principalmente a Espanha. A onda de calor segue preocupando França, Espanha e Itália, e, se julho repetir o padrão de junho, a Europa pode precisar importar mais milho, além de reduzir suas exportações de cereais.
Clima: Nesta quinta-feira (25), as chuvas seguem mais concentradas na faixa norte do Brasil, enquanto no Centro-Oeste mantém volumes baixos e irregulares. Entre Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e interior de São Paulo, o tempo mais aberto segue favorecendo o avanço da colheita do milho safrinha. A partir de hoje a onda de frio arrefece e tempo começa a ter temperaturas mais elevadas. Na virada para julho, a chuvas podem ganhar força no Sul do Brasil, principalmente entre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
