Soja safra 2026/2027 – Estados Unidos
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. O mercado global amanhece em tom positivo, com a tecnologia voltando a liderar os ganhos após a Micron entregar resultados e projeções que reforçam a tese de continuidade do ciclo de investimentos em inteligência artificial. A leitura é de que a demanda por infraestrutura segue firme, percepção que também foi corroborada pelo guidance da Qualcomm. Com isso, os futuros do Nasdaq avançam mais de 2%, enquanto o S&P 500 sobe cerca de 0,7%.
Ao mesmo tempo, o petróleo devolve praticamente todo o prêmio de risco geopolítico, com o Brent voltando a ser negociado abaixo de US$ 73 por barril e o WTI abaixo dos US$ 70 por barril. O foco agora migra para o PCE de maio, principal indicador de inflação acompanhado pelo Fed, que pode calibrar as expectativas para a trajetória dos juros americanos.
No Brasil, o destaque fica para o Relatório de Política Monetária. Depois da comunicação pouco convergente entre o comunicado e a ata do Copom, o mercado espera que o documento ajude a reduzir as dúvidas sobre os próximos passos da Selic. Se isso não acontecer, a coletiva de Gabriel Galípolo, às 11h, deve assumir papel ainda mais importante. Além do RPM, o dia também traz a divulgação do IPCA-15 de junho.
Na nossa visão, a principal variável para os ativos domésticos hoje não será apenas o dado de inflação, mas a capacidade do Banco Central de alinhar sua comunicação. Com o mercado ainda dividido entre manutenção e novo corte da Selic, qualquer sinalização mais clara tende a ter impacto relevante na precificação.