O crush margin baseado no Preço de Paridade de Exportação
Macro: O dólar atingiu seu maior patamar desde abril, sendo negociado spot a R$ 5,19. As expectativas em relação à política monetária do Federal Reserve impactaram as ações das gigantes de tecnologia, fortalecendo a moeda norte-americana. O movimento também foi refletido no índice DXY, que avançou 0,38%. Já o petróleo registrou forte queda, recuando 1,20%, impulsionado pela reabertura do Estreito de Ormuz e pelo avanço das negociações envolvendo o conflito no Oriente Médio.
CBOT
Soja e Derivados: Os futuros da soja operam com ganhos moderados nesta terça-feira. O principal suporte para as cotações vem do farelo de soja. As atenções para a Argentina ainda seguem no radar, com o governo argentino em negociações para evitar as greves. Nos contratos mais curtos, o farelo opera com ganhos próximos de 1%. Os EUA já vêm aumentando sua participação no mercado externo de farelo ao longo desta temporada, sobretudo para a Europa. Já o óleo de soja acompanha a continuidade da queda dos futuros do petróleo.
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Milho e Trigo: Mais um dia de queda para os cereais. O destaque fica para o trigo, que recua próximo de 1% em praticamente todos os vencimentos. As condições de lavoura do trigo de primavera vieram mais uma vez em linha com ao ano passado, enquanto a colheita do trigo de inverno avançou para 40% da área apta. Para o milho, as condições permaneceram estáveis em relação à semana anterior e seguem 2 p.p. abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. O clima continua bastante favorável ao desenvolvimento das lavouras, mantendo a expectativa de uma safra cheia nos EUA.
B3
Milho: Na B3 os futuros do milho operam no campo positivo. A alta do dólar frente ao real dá suporte às cotações do cereal, compensando parte da pressão vinda da colheita da safrinha. No mercado físico, os preços seguem relativamente estáveis nos últimos dias, com poucas alterações nas principais praças. O mercado também segue atento a Goiás, onde a quebra de safra deve começar a aparecer com mais intensidade nos próximos meses. Já no Mato Grosso, a colheita perdeu ritmo devido ao excesso de umidade provocado pelas chuvas dos últimos dias. Há relatos de milho avariado em algumas regiões, além de áreas sendo colhidas com elevada umidade, o que pode gerar descontos e reduzir a qualidade do produto.
Clima: A virada para julho mantém chuvas irregulares sobre o Brasil. No curto prazo, os volumes ficam mais concentrados entre Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, enquanto Goiás, Minas Gerais, Bahia e Matopiba seguem com pouca chuva. Na segunda janela, a umidade ganha força no Sul, principalmente entre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, podendo limitar pontualmente o avanço da colheita do milho safrinha.
