Os preços do suíno na China continuam nas mínimas de mais de 4 anos.
O Relatório FOCUS, com dados coletados até o dia 19 de junho, demonstra um panorama de expectativas do mercado financeiro para as principais variáveis macroeconômicas brasileiras.

Inflação - IPCA
A projeção do IPCA continua apresentando elevação gradual pela 15° semana consecutiva. Há quatro semanas, a expectativa era de 5,04%, passando para 5,30% na semana anterior e alcançando 5,33% na projeção atual. Embora o aumento recente tenha sido de apenas 0,03 ponto percentual, o movimento de alta acumulado nas últimas quatro semanas (0,29 p.p.) demonstra que as expectativas inflacionárias permanecem pressionadas, reforçando a necessidade de manutenção de uma política monetária mais restritiva.
PIB
O PIB Total apresentou pequena melhora, passando de 1,96% para 1,98%. Embora a variação seja modesta, ela sugere um crescimento econômico um pouco mais positiva dentro das expectativas, sem previsões de alta ou queda no curto prazo. Sustentada por expectativas mais favoráveis para os setores produtivos e pelo fortalecimento gradual da confiança dos agentes econômicos.
Câmbio
O câmbio mostrou uma tendência estável do real desde a última semanas. O câmbio se manteve em R$5,20 na projeção. A estabilidade recente reflete um equilíbrio entre fatores internos e externos, incluindo o diferencial de juros favorável ao Brasil, a entrada de capital estrangeiro e uma percepção mais positiva sobre a economia doméstica. Além disso, embora o ambiente eleitoral possa gerar volatilidade, as expectativas atuais indicam manutenção do dólar em patamares próximos aos níveis observados recentemente.
Selic
A projeção para a taxa Selic continua em trajetória de alta, passando de 13,25% há quatro semanas para 14,00% na estimativa atual. O aumento acumulado de 0,75 ponto percentual evidencia a postura mais cautelosa da política monetária diante da persistência das pressões inflacionárias. Considerando as sinalizações recentes do COPOM e a elevação contínua das expectativas para o IPCA, reduz-se a probabilidade de cortes na taxa de juros no curto prazo, especialmente enquanto o processo de convergência da inflação para a meta não estiver consolidado.
Conclusão do Cenário:
Os indicadores econômicos apontam para um cenário de crescimento moderado da atividade econômica, acompanhado por pressões inflacionarias ainda persistentes. A melhora gradual das projeções para o PIB demonstra resiliência da economia brasileira, enquanto a estabilidade cambial contribui para reduzir parte das incertezas do ambiente macroeconômico. Por outro lado, a continuidade da alta nas expectativas de inflação mantém a necessidade de uma política monetária restritiva, refletida na elevação da taxa Selic. Dessa forma, o cenário atual sugere uma economia em expansão controlada, porém ainda enfrentando desafios relacionados ao controle inflacionário e à manutenção da estabilidade macroeconômica nos próximos meses.