PSF: 08_06_2026
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. A Superquarta terminou com menos incerteza geopolítica e mais atenção à trajetória dos juros. A entrada em vigor do acordo entre Estados Unidos e Irã reduziu parte do prêmio de risco embutido no petróleo e ajudou a melhorar o apetite por ativos de risco. Em contrapartida, os bancos centrais reforçaram que a inflação segue sendo o principal fator de atenção para os mercados.
Nos Estados Unidos, a estreia de Kevin Warsh à frente do Federal Reserve consolidou a percepção de que os juros devem permanecer elevados por mais tempo. Apesar do alívio no petróleo, os rendimentos dos Treasuries seguem próximos das máximas do ano e o mercado continua precificando uma possível alta de juros em setembro. O dólar também mantém trajetória de fortalecimento.
No Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, em linha com as expectativas. O destaque ficou para o comunicado, que evitou sinalizar o encerramento do ciclo de flexibilização, preservando flexibilidade para os próximos encontros, mesmo diante de um cenário inflacionário mais desafiador.
No exterior, os futuros americanos operam em alta, impulsionados pela redução dos riscos de interrupção na oferta global de energia e pela continuidade do otimismo em torno da inteligência artificial. O S&P 500 avança 0,8% e o Nasdaq 100 sobe 1,5%, enquanto o Brent recua para a região de US$ 78,70 por barril, o menor nível desde o início do conflito no Oriente Médio.
Resumo: o alívio geopolítico melhora o ambiente para os ativos de risco no curto prazo, mas não altera a principal mensagem dos bancos centrais: o processo de desinflação continua incompleto, exigindo cautela na precificação dos próximos passos da política monetária.