PSF: 08_06_2026
O acordo entre EUA e Irã ganhou força no fim de semana e já vem sendo precificado desde a última sexta-feira (12). Ainda falta a assinatura formal, mas o mercado já trabalha com redução do prêmio de risco no Oriente Médio e possível normalização gradual do fluxo pelo Estreito de Hormuz.
Os futuros do petróleo desabam e puxam para baixo todo o complexo energético. O óleo de soja recua próximo de 2%, enquanto a soja em grão também sofre pressão, na mínima operou com perdas próximas de 10 ¢/bu. Nos cereais, o movimento também pesa. Destaque para o trigo, que recua perto de 2% nos vencimentos da curva, enquanto o milho acompanha o viés negativo.
O ponto central é a combinação de mudança de fundamento com redução de liquidez. A reabertura de Hormuz tira prêmio de risco do petróleo, diesel, frete, fertilizantes e alimentos. Ao mesmo tempo, o IPO da SpaceX e a expectativa de novas emissões está mudando o fluxo do capital de outros mercados. Para commodities, esse fluxo fica mais difícil. Fundos macro podem reduzir exposição em energia, metais e grãos para financiar alocação em ativos de risco.
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