Dolár Comercial : --
Boi Gordo (B3) : --
IBOVESPA : --
Milho (CBOT) : --
Soja (CBOT) : --
Milho (B3) : --
Algodão (NY) : --
Petróleo : --

Rápidas da Tarde: O que está mexendo com os preços na tarde dessa 6ª-feira

Por: Equipe Agrinvest
Artigo, Grãos
Publicado em: 05/06/2026 16:32

Icone Icone Icone Icone

Macro: O real finaliza a semana com forte desvalorização frente ao dólar, voltando a operar acima dos R$ 5,10 e atingindo a máxima do dia em R$ 5,15 nesta sexta (05). Hoje, os dados do Payroll nos EUA reforçaram a leitura de uma economia ainda resiliente, dificultando as expectativas de cortes de juros pelo Fed. Ao mesmo tempo, caso o Brasil venha a reduzir a Selic ainda este ano, mesmo que de forma marginal, o diferencial de juros perde atratividade para operações de carry trade. É fluxo estrangeiro buscando proteção no dólar. Correndo por fora, segue também o trading eleitoral brasileiro, adicionando volatilidade ao câmbio.  

Saiba mais em: 

🚨Alerta 1: Dólar acima de R$ 5,10

  • CÂMBIO +1,75% @ 5,15

CBOT 

Soja e Derivados:  Dia azedo para os futuros da soja e demais ativos do complexo na CBOT. Desde o último Crop Progress é só ladeira abaixo. As condições das lavouras estão muito boas e sem riscos relevantes no curto prazo. Olhando para o clima dos próximos dias, o cenário segue favorável para o desenvolvimento da soja e milho. Provavelmente o próximo relatório do USDA trará, no mínimo, manutenção das condições atuais. Os futuros do petróleo também despencam mais de 3% nesta sessão, trazendo pressão para o óleo de soja e, consequentemente, puxando todo o complexo para baixo. 

Saiba mais em: 

Mercados na Ásia: O Brasil está barato

Análise gráfica: soja perde força durante feriado no Brasil e mira suportes

Milho e Trigo:  Os cereais também seguem na carona e operam em forte queda, com destaque para o milho, que recua em média 1% nos vencimentos. Os contratos mais pressionados seguem sendo os curtos, com o contrato contínuo renovando mínimas desde out/25. Somado a isso, as vendas semanais referentes à semana encerrada em 29/mai vieram abaixo das expectativas do mercado, tanto para safra velha quanto para safra nova. Um dólar mais forte globalmente também adiciona pressão às cotações. Commodities mais caras em moeda local reduzem a competitividade americana, principalmente diante da recente desvalorização do real. 

  • SOJA -8,00 @ 1121,50 ¢/bu
  • ÓLEO -2,17 @74,12 ¢/lp
  • MILHO -7,00 @ 417,5 ¢/bu
  • FARELO -5,20 @ 308,50 USD/st
  • TRIGO -1,75 @ 580,00 ¢/bu

B3 

Milho:  O milho vem acumulando ganhos modestos nos últimos dois dias na B3, com o dólar mais forte dando suporte às cotações. No mercado físico, à medida que a colheita avança e a produtividade aparece nas colheitadeiras em diversas regiões, fica mais claro dimensionar o tamanho da quebra. Em Goiás, o mercado já fala em produção entre 10 e 10,5 Mi t. Em Minas, alguns players estimam redução próxima de 1 Mi t. No Paraná, algo perto de 500 Mil t. O fato é que o fundo das cotações pode não estar tão distante, e em breve o mercado tende a olhar com mais atenção para esse ajuste de oferta. 

  • MILHO B3 JUL/26 +1,18 @ 66,15 R$/saca 

Clima: Os modelos mantêm um padrão de chuva mais concentrado na faixa norte do Brasil para os próximos dias, com acumulados elevados sobre a região amazônica e avanço irregular até o norte do Centro-Oeste. No Sul do Brasil, o mapa volta a mostrar pancadas mais relevantes entre RS e SC, com volumes localmente mais fortes no centro-sul gaúcho e áreas próximas à fronteira. A chuva também aparece de forma mais irregular sobre o PR, sem uma cobertura tão ampla quanto no RS. 


Não há comentários para exibir