Áudio com informações do abertura do dia no mercado financeiro
Macro: Dia de queda para o dólar ao redor do globo. Os rumores de que EUA e Irã chegaram a um memorando preliminar para resolução do impasse trouxeram sentimentos distintos para o mercado. Do lado dos futuros do petróleo, o dia era de alta até a divulgação dessas notícias. Posteriormente o movimento perdeu força e agora o mercado trabalha próximo do zero a zero. Para as bolsas os índices seguem positivos, enquanto o dólar opera no campo negativo frente às moedas de países desenvolvidos e frente ao real. Apesar de ainda não existir nada concreto sobre a guerra, o mercado entende que as negociações caminham em direção a uma resolução do conflito.
CBOT
Soja e Óleo: Mais um dia positivo para o complexo soja. Tanto a soja em grão quanto os derivados operam próximos de 1% de ganhos. Pela manhã, os futuros do petróleo em alta deram sustentação aos preços e, agora à tarde os dados da EIA reforçaram o movimento. Os números divulgados hoje (28) mostraram queda de 2,1 milhões de barris nos estoques de destilados, que seguem 11% abaixo da média dos últimos 5 anos, enquanto as refinarias operam com 94,5% da capacidade. O cenário sinaliza demanda robusta por diesel, melhorando as margens e o incentivo para produção de biodiesel e diesel renovável.
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Farelo: O destaque fica para o farelo de soja, que registra os maiores ganhos da curva. Ontem (28), os governos da União Europeia aprovaram uma legislação para eliminar tarifas de importação de diversos produtos dos EUA. A medida ainda precisa passar pelo Parlamento Europeu. O movimento dá suporte às cotações do farelo de soja, principalmente em função da preferência momentânea dos países do bloco pelo produto americano, já que o farelo argentino enfrentou alguns problemas fitossanitários nos últimos meses. Do lado da Argentina, o mercado também segue atento às greves anunciadas ontem.
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Milho e Trigo: Para os cereais, o dia também é positivo. Apesar da volatilidade do petróleo, as cotações do trigo e do milho seguem em alta. Os dados da EIA trazem impacto mais significativo para o milho. O relatório mostrou queda de 2,6 milhões de barris nos estoques de gasolina, que seguem 6% abaixo da média dos últimos cinco anos. A mistura de etanol na gasolina americana dá suporte aos preços do milho através do crush, sustentando a demanda pelo cereal para produção do biocombustível.
Milho: Os futuros do milho chegaram a operar no campo positivo na abertura do dia, impulsionados por um dólar mais forte naquele momento, mas passaram a trabalhar no negativo ao longo da sessão. A curva segue com carrego mais evidente até mar/27, onde os preços se aproximam da casa dos R$ 76/sc. Depois disso, a curva perde força e trabalha mais acomodada nos vencimentos longos. No curto prazo, a pressão da safrinha e do mercado físico mais ofertado ainda limita movimentos mais fortes de recuperação.
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Clima: Os mapas seguem indicando chuva mais concentrada no Norte do Brasil para os próximos dias, com volumes mais expressivos sobre a faixa amazônica. Entre Amazonas, Pará, Amapá e norte do Maranhão. Os acumulados de precipitação operam em patamares elevados, sustentando umidade sobre a região. Para o Centro-Oeste, Sudeste e parte do MATOPIBA, o cenário tende a seguir mais limitado, com chuvas fracas e mal distribuídas. No Sul, as precipitações aparecem de forma pontual, sem sinal de volumes generalizados. Assim, o padrão climático mantém o maior suporte hídrico no Norte, enquanto o Centro-Sul segue com menor cobertura de chuva.
