Áudio com informações do abertura do dia no agronegócio
Macro: A semana inicia com o dólar no Brasil operando em baixa e tentando romper o suporte dos R$ 5,00. A moeda norte-americana recua mais de 1%, enquanto IDX também opera no negativo no exterior. Bolsas globais acompanham o movimento baixista. O câmbio brasileiro já vinha em tendência de queda, apesar dos ruídos internos da última semana. Além disso, a forte alta das commodities no dia fortalece o real, enquanto no curto/médio prazo o “trading eleitoral” vai continuar a elevar a volatilidade.
CBOT
Soja: Os futuros do complexo soja operam com forte valorização neste início de semana. As cotações recuperam boa parte das perdas da última sexta-feira (15) e caminham para retomar os patamares observados em 16/mar – dia do limite de baixa. Os US$ 17 bilhões em compras de produtos agrícolas podem representar volumes adicionais frente às 25 Mi t já programadas para soja, ou serem direcionados para outros produtos agrícolas, como milho, trigo, carnes, entre outros. Para a soja não haveria necessidade e nem sentido, a soja americana é cara e as margens na China estão ruins.
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Milho e Trigo: Futuros dos cereais, também operam em forte alta. Ao contrário da soja, milho e trigo possuem fundamentos mais consistentes caso haja de fato, um compromisso de compras da China nesses produtos. Para o milho, a redução de área e a menor produção em relação à temporada passada, somadas ao possível aumento das exportações (compras adicionais), tendem a apertar os estoques. Já no trigo, o clima adverso comprometeu severamente a produção de inverno nos EUA e, apesar dos estoques mundiais confortáveis, uma demanda adicional para a safra americana daria suporte as cotações.
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B3
Milho: Os futuros do milho operam com ganhos moderados neste início de semana na B3. Toda a curva avança, com destaque para o vencimento mar/27. A curva dos futuros em carry reforça a preocupação do mercado com o estoque de passagem e a safra do milho verão, sobretudo o aumento dos custos de produção para a próxima safra. Além disso, os impactos da quebra da safrinha seguem pressionando o cenário. Comentários no mercado indicam que Goiás pode registrar perdas próximas de 3 Mi t.
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Clima: A segunda-feira (18) começa com aumento das áreas de instabilidade sobre parte do Centro-Sul do Brasil, principalmente entre norte do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e áreas do extremo sul de Goiás. Também há possibilidade de pancadas sobre metade sul de Mato Grosso e Triângulo Mineiro, mantendo um ambiente mais instável em parte dessas regiões.
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