Áudio com informações do abertura do dia no agronegócio
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. Os mercados iniciam a semana sob pressão, refletindo a combinação entre escalada geopolítica no Oriente Médio, petróleo em alta e reprecificação das curvas de juros globais. O impasse entre Estados Unidos e Irã mantém elevado o prêmio de risco, enquanto o Brent volta a operar acima de US$ 110 por barril, reacendendo preocupações com inflação global.
Os futuros do S&P 500 recuam 0,3%, em movimento de realização após o rali recente liderado por tecnologia e inteligência artificial. O mercado começa a questionar até que ponto o fluxo concentrado em IA consegue sustentar os ativos diante de um cenário macro mais pressionado.
Na renda fixa, os títulos americanos estabilizam após o selloff da última semana, mas os juros seguem em patamares elevados. O avanço das taxas longas reflete a percepção de inflação mais persistente e menor espaço para cortes relevantes pelos bancos centrais.
A tentativa de reorganização parcial da passagem de navios pelo Estreito de Ormuz reduz o risco de colapso imediato da oferta de petróleo, mas mantém o mercado atento ao impacto inflacionário do choque energético. O discurso mais duro de Donald Trump contra o Irã e os ataques recentes na região reforçam o temor de escalada do conflito.
A leitura predominante é de um mercado dividido entre o suporte micro vindo de IA e balanços fortes, e uma deterioração macro marcada por petróleo elevado, inflação resistente e juros estruturalmente mais altos.
No Brasil, o ruído político segue no radar.
Na agenda da semana, destaque para IBC-Br, ata do Fed, PMIs globais e o balanço da Nvidia, que deve servir como termômetro para o apetite global por tecnologia e risco.