Soja na máxima de quase 2 meses
Macro: Dia de alta para o dólar no Brasil, com forte aceleração nesta tarde devido a fatores internos. O movimento acompanha o desempenho do dólar no exterior, que hoje também registra leve avanço frente a moedas de países desenvolvidos, em uma dinâmica observada desde o início da semana. Esse desempenho vem em função dos dados de inflação dos EUA vieram acima das expectativas, ainda pressionados pelo cenário de guerra. Ontem (12), com o CPI, e hoje o destaque foi o PPI, que avançou 1,4% em abril, a maior alta mensal desde março de 2022.
CBOT
Soja: Hoje, os futuros da soja operam em campos positivos. Ontem, os dados do USDA trouxeram um cenário altista para os derivados, que acabaram puxando os ativos do complexo, em especial o óleo. O crush nos EUA segue um colosso. No resumo geral, isso significa mais óleo destinado aos bios e maior produção de farelo. Por falar em farelo, alta forte para o derivado de soja na CBOT, reflexo de um incêndio na Vincentin na Argentina. Amanhã, começa a reunião entre Trump e Xi Jinping, ponto importante para a especulação no completo soja e para manter os preços sustentados, pelo menos por enquanto.
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🚨 ALERTA 1: Farelo firme. Incêndio na planta da Vincentin na Argentina
Milho e Trigo: O trigo passa por correção após a forte alta do dia anterior (12), enquanto o milho trabalha em campo positivo. Para o milho, os dados do USDA não foram altistas. Pelo contrário, trouxeram um viés mais baixista. Ainda assim, parte do suporte veio da forte alta recente do trigo. Hoje, os dados semanais da EIA, mostraram aumento de 65 mil barris por dia na produção de etanol na semana encerrada em 8 de maio, elevando o total para 1,082 milhão de barris por dia. Os estoques de etanol recuaram 1,15 milhão de barris, para 24,87 milhões de barris. O alto custo da energia, via derivados do petróleo, tende a levar o consumidor a buscar alternativas mais baratas, e o etanol aparece como uma delas.
B3
Milho: Os futuros do milho B3 operam em queda nesta quarta-feira. O mercado vinha monitorando os impactos das geadas dos últimos dias, mas os efeitos não foram significativos para o cereal. Outro ponto é a colheita do milho verão, que atingiu 71,5%, avanço de 4,8 p.p. na semana. Com o ritmo caminhando para a fase final, a pressão de oferta tende a limitar os preços e reduzir a especulação sobre uma possível ausência de produto no curto prazo. Correndo por fora, as chuvas nas regiões centrais também começam a aparecer de forma mais consolidada, com retorno previsto apenas a partir da segunda semana de maio.
Clima: A quarta-feira (13) segue mantendo um padrão de tempo mais seco sobre grande parte do Centro do Brasil, enquanto as chuvas continuam mais concentradas sobre a faixa norte do país. As previsões indicam manutenção das precipitações entre Norte e Nordeste, porém grande parte do sul do Maranhão, sul do Piauí, Tocantins e oeste da Bahia continuam com baixa probabilidade de chuva, mantendo um cenário de tempo mais firme sobre boa parte do Matopiba.
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