Farelo puxando a soja hoje
Macro: Depois de um período de maior volatilidade durante a manhã, o câmbio opera próximo da estabilidade nesta tarde. A mínima do dólar chegou a ficar abaixo do suporte de R$ 4,90, contudo a ausência de uma resposta do Irã à proposta dos EUA reduziu o ânimo do mercado. No cenário externo, o dólar também opera próximo da estabilidade, enquanto as bolsas seguem de lado. Enquanto não houver uma sinalização mais concreta de acordo, a incerteza deve continuar trazendo volatilidade aos mercados.
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CBOT
Soja: A soja caminha para o terceiro dia de queda consecutivo, perdendo os US$ 12/bu alcançados no início da semana. A volatilidade dos futuros do petróleo em grande parte é o responsável pelo movimento de recuo de todo o complexo, além de outros fatores correndo por fora, como vendas semanais fracas e plantio americano acelerado. Por outro lado, o mercado começa a acompanhar a movimentação da visita de Trump à China, com a aposta de um possível acordo para os grãos.
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Derivados: Falando dos derivados, o farelo encontra sustentação nos preços. As vendas semanais vieram dentro da expectativa, em 312 mil toneladas, mostrando que a demanda externa pelo farelo americano segue firme. Já os futuros do óleo acompanham quase integralmente o movimento do petróleo. O que ajuda a sustentar os preços e evita quedas mais expressivas é a ótima margem de esmagamento nos EUA, além dos preços elevados no mercado físico americano, com o óleo de soja FOB Golfo cotado a US$ 1.814/t.
Milho: Acompanhamento o movimento das demais commodities, futuros dos cereais também recuam na CBOT. As vendas de milho reportadas pelo USDA vieram dentro da expectativa do mercado. Já são cinco semanas consecutivas em que as vendas trabalham dentro da banda de 1,3-1,6 Mi t. No acumulado da temporada, as vendas somam 77,063 Mi t, o que corresponde a 91,9% da projeção de exportação do USDA, estimada em 83,820 Mi t no relatório WASDE de Abril/26.
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Trigo: O trigo trabalha com as maiores perdas neste momento. Desde a máxima alcançada ao final de abril, o cereal acumula queda superior a 6%, embora ainda registre valorização de quase 21% ao longo de 2026 até agora. O mercado de trigo é bastante sensível a qualquer conflito no Oriente Médio e na região do Mar Negro. Nas vendas semanais, o desempenho ficou abaixo das expectativas para a temporada 2025/26 e acima do esperado para a safra nova.
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B3
Milho: Dia misto para os futuros do milho na B3. O mercado acompanha de perto o clima nos próximos dias. Até ontem (06), os mapas indicavam chuvas para regiões de lavoura em Goiás e Minas Gerais. Ao rodar novamente os modelos hoje, a sinalização é de que, caso essas chuvas ocorram, os volumes devem ser bem irregulares e pontuais. Além disso, há preocupação com a possibilidade de geadas neste fim de semana no Sul do Brasil. Caso o frio atinja áreas de milho safrinha no Paraná, o movimento vai trazer suporte aos preços na B3. No físico, Goiás deve produzir menos de 10 Mi t, enquanto o consumo interno segue crescendo com o avanço do etanol de milho. Notícia péssima para o programa de exportação.
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Clima: Para os próximos dias, o risco de geada ganha força, sobretudo entre os dias 10 e 11. As temperaturas mínimas ficam mais baixas no Sul, com áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e centro-sul do Paraná podendo registrar marcas próximas ou abaixo dos níveis críticos para formação de geada. Esse cenário exige atenção, principalmente nas regiões onde ainda há milho safrinha em desenvolvimento. om relação às chuvas, os maiores volumes ficam concentrados no Sul do Brasil e em parte do Paraguai, acompanhando a atuação da frente fria.
