Farelo puxando a soja hoje
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. O mercado tenta retomar o tom construtivo, com futuros em alta e petróleo devolvendo parte dos ganhos, à medida que o cessar-fogo no Oriente Médio aparenta se sustentar, reduzindo momentaneamente o prêmio de risco geopolítico. Os contratos do S&P 500 avançam 0,4% e o Nasdaq 100 sobe 0,6%, voltando a flertar com novas máximas, puxado principalmente por nomes ligados a semicondutores, em meio à expectativa sobre os números da AMD, que devem ajudar a calibrar a tese de continuidade do ciclo de investimentos em inteligência artificial.
No macro, os Treasuries respiram com o recuo do Brent para abaixo de US$113, enquanto o dólar segue estável.
Apesar do alívio, o pano de fundo segue frágil: a troca recente de ataques entre EUA e Irã, incluindo drones, mísseis e incidentes no Estreito de Ormuz e nos Emirados Árabes Unidos, mantém o risco de escalada latente e limita um movimento mais consistente de alta. Ainda assim, o mercado se ancora na continuidade das negociações diplomáticas e, principalmente, na temporada de balanços, que segue sendo o principal combustível da alta nos EUA.
No Brasil, o foco recai sobre a ata do Copom, que ganha peso adicional após o estresse recente na curva de juros, impulsionado pela disparada do petróleo e deterioração do cenário externo. O mercado busca sinais mais claros sobre até onde vai o ciclo de cortes da Selic diante de um ambiente global mais adverso. Lá fora, a agenda traz dados de atividade e o relatório Jolts, relevantes para a discussão de juros nos EUA, onde já há quem volte a cogitar aperto adicional. Na B3, atenção aos resultados de Ambev, antes da abertura, e Itaú, após o fechamento.