Os estoques de soja nos portos chineses bateram recordes no ano passado
Macro: A quarta-feira é marcada por volatilidade nos mercados ao redor do globo, refletindo o impasse nas negociações entre EUA e Irã. Os futuros do petróleo sobem forte, registrando alta próxima de +5% tanto no WTI quanto no Brent. Pela manhã, um funcionário da Casa Branca indicou que petrolíferas já discutem alternativas para sustentar o bloqueio ao Irã por um período prolongado, caso necessário. O ponto de atenção fica para a Super-Quarta com decisão de juros no Brasil e nos EUA.
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CBOT
Soja e Derivados: A soja opera em campo positivo na CBOT, impulsionada pela alta do óleo de soja. No mercado físico americano, os preços do óleo estão próximos das máximas, e a margem de esmagamento segue extremamente positiva. A conta do spread entre FOB Golfo e Rosário ultrapassa os US$ 520/t, valor que facilmente fecha a conta de importação do óleo argentino. Correndo por fora, a alta dos futuros do petróleo também contribui para o movimento altista.
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Milho: Os cereais seguem em alta nesta tarde, com os futuros do milho registrando ganhos moderados. A sustentação das cotações vem da forte demanda pelo milho americano na exportação, além do impacto indireto da alta dos futuros do petróleo. Os contratos já recuperaram boa parte das perdas observadas até meados de abril e, apesar do plantio acelerado e das condições ideais para as lavouras dos EUA, os preços demonstram firmeza.
Trigo: Os futuros do trigo caminham para o 3° dia consecutivo de ganhos. Em paralelo, o trigo na Euronext, vencimento set/26, também avança e encerra o dia com alta de +1% (BL2U6 – EUR 217,50). O mercado segue atento às condições do trigo de inverno nas planícies americanas e ao plantio do trigo de primavera. Os modelos climáticos indicam chuvas para os próximos dias, o que pode aliviar o estresse hídrico. Outro fator que sustenta o movimento de alta é o contínuo impasse no Oriente Médio, com a volatilidade do petróleo trazendo suporte adicional às cotações dos cereais.
B3
Milho: Os futuros do milho na B3 operam de forma mista nesta quarta-feira (29), com pouca mudança relevante no cenário geral. Assim como no mercado americano, o clima segue como principal ponto de volatilidade, hoje os modelos climáticos começaram a indicar chuvas irregulares para a segunda semana de maio. Falando com alguns players, já há um consenso que haverá quebra na safrinha, o número do programa de exportação para essa temporada poderia reduzir entre 2-3 milhões de toneladas, resultando num programa total de 37-38 milhões de toneladas.
Clima: A semana continua com boas chuvas para boa parte do Sul do Brasil. O litoral paulista, Paraná e norte de Santa Catarina registraram bons volumes ontem (28), e hoje a previsão é de continuidade do tempo fechado. No Rio Grande do Sul, uma massa de ar polar continua a causar quedas nas temperaturas, com algumas regiões de Santa Catarina e do RS registrando mínimas abaixo dos 10°C.
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