Dolár Comercial : --
Boi Gordo (B3) : --
IBOVESPA : --
Milho (CBOT) : --
Soja (CBOT) : --
Milho (B3) : --
Algodão (NY) : --
Petróleo : --

Rápidas da Tarde: O que está mexendo com os preços na tarde dessa 3ª-feira

Por: Equipe Agrinvest
Artigo, Grãos
Publicado em: 28/04/2026 16:10

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Macro: Na tarde desta terça-feira, o dólar opera de forma estável no Brasil. A divisa norte-americana chegou a superar o patamar de R$ 5,00 ao longo do dia, mas a volatilidade do cenário externo, marcada pelo impasse no conflito no Oriente Médio, somada à saída de fluxo da B3, mantém o câmbio oscilando sem uma direção definida. O ponto de atenção fica para a Super-Quarta. No Brasil, o mercado precifica um corte de 0,25 p.p. na taxa básica de juros, enquanto, nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros.

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  • CÂMBIO -0.08% @ 4.98

CBOT

Soja e Derivados: Os futuros da soja operam em leve queda, após a forte alta observada na sessão anterior. As maiores perdas estão concentradas nos contratos mais curtos da curva, embora no começo desta tarde o cereal tenha ganhado um pouco de sustentação pela alta do trigo e milho. Ontem o USDA trouxe os dados de acompanhamento da safra, com 23% das áreas semeadas até 26/Abr, contra 17% do ano passado e 12% da média de cinco anos. O clima mais seco segue favorecendo o avanço dos trabalhos no campo, contribuindo para uma evolução rápida do plantio americano. Nos derivados, o mercado segue acompanhando de perto os desdobramentos na oferta de farelo.

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Análise gráfica: realização na soja com foco no ritmo de plantio nos EUA

Milho: Para os futuros de milho, os preços seguem sustentados, com valorização ao longo da sessão. Apesar do avanço acelerado do plantio no Meio-Oeste, esse fator ainda não faz pressão relevante sobre as cotações. Desse modo, o mercado começa a incorporar de forma mais clara o risco climático sobre o trigo de inverno nos EUA. Somado esses pontos ao bom ritmo da demanda de exportação, os fatores seguem oferecendo suporte aos preços, limitando movimentos mais baixistas no curto prazo.

Trigo: Os futuros de trigo seguem em alta, sustentados pelo agravamento das condições climáticas nas principais regiões produtoras dos EUA. Os dados do Crop Progress do USDA mostram continuidade da deterioração das lavouras de inverno, com avanço das áreas classificadas entre ruins e péssimas e manutenção das lavouras boas e excelentes. No Kansas, principal estado produtor, 41% das lavouras se encontram em condições ruins e péssimas, enquanto o percentual de boas a excelentes segue em apenas 22%.

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  • SOJA -2.75 @ 1174.50 ¢/bu
  • ÓLEO +0.98 @ 73.24 ¢/lb
  • MILHO +4.75 @ 465.50 ¢/bu
  • FARELO +1.10 @ 334.90 USD/st
  • TRIGO +28 @ 649.50 ¢/bu

B3

Milho: Indo na direção contrária da CBOT, os futuros do milho operam pressionados na B3, com destaque para o contrato mais curto da curva, que concentra as maiores perdas ao longo da sessão. Assim como no mercado americano, o clima deve ser o principal vetor de volatilidade nos próximos dias para a safrinha. A dinâmica do câmbio também segue como fator relevante. Na temporada passada, o exportador precisava pagar entre R$ 5,00 e R$ 6,00 a mais por saca para se manter competitivo na originação no interior. Atualmente, com o câmbio abaixo de R$ 5,00, essa conta piora ainda mais.

  • MILHO B3 MAI/26 -0.67 @ 68.25 R$/saca

Clima: Ao longo da semana, uma frente fria tende a permanecer estacionada, mantendo a instabilidade principalmente entre o litoral do Paraná, Santa Catarina e áreas do Mato Grosso do Sul. Esse padrão também eleva o risco de eventos severos, com previsão de temporais, rajadas de vento e possibilidade de granizo nessas regiões. Para o restante do país, o padrão segue em linha com o que já havia ocorrendo: continuidade das chuvas no Norte, com destaque para Pará, norte do Maranhão e parte do Nordeste, enquanto a região central do Brasil mantém um cenário mais seco ao longo da semana.

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