Soja subindo. Real forte e visita do Trump
Macro: O câmbio brasileiro opera em queda nesta tarde de segunda-feira. O mercado está em cautela frente à uma semana de agenda cheia, além do impasse geopolítico no Oriente Médio. No Brasil, a atenção do mercado se volta para o IPCA-15, além de outros indicadores relevantes que ajudam a calibrar as expectativas em torno da atividade econômica e da trajetória da Selic. Nos Estados Unidos, o destaque fica para a primeira leitura do PIB do primeiro trimestre e para o PCE, principal medida de inflação monitorada pelo Fed. Atenção a Super-Quarta.
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Relatório FOCUS (27/04): Dólar projetado abaixo de R$ 5,30 ao fim de 2026
CBOT
Soja e Derivados: Os futuros da soja operam em alta na CBOT, impulsionados pelos derivados. O destaque é o farelo de soja, com alta expressiva até então de +3% puxando todo o complexo. A valorização mais expressiva fica para os contratos mais curtos. Mais demanda da Europa nos EUA. Compradores europeus buscando spot – o problema é que estão soldout até junho. Além disso, a alta dos futuros do petróleo neste início de semana tende a potencializar todo o complexo da soja.
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Análise gráfica: com força do farelo, soja engata movimento de alta
🚨 ALERTA 1: Grãos em alta. Clima e farelo
Milho: Para os futuros de milho, os preços seguem sustentados, com valorização ao longo da tarde desta segunda-feira. Parte desse movimento acompanha a alta do petróleo, sustentado em um ambiente ainda marcado pela ausência de resolução no Oriente Médio. Apesar do avanço acelerado do plantio no Meio-Oeste americano, esse fator ainda não exerce pressão relevante sobre as cotações. Isso ocorre porque as preocupações com a safra de trigo, aliadas ao bom ritmo da demanda de exportação, seguem oferecendo suporte aos preços.Trigo: Alta também para o trigo seguindo o movimento dos demais grãos e ganhando sustentação adicional do farelo de soja. Ao passo que avançam os dias, o mercado está cada vez mais cético quanto ao tamanho da produção da safra dos EUA, já que o clima seco está castigando as lavouras de inverno. Em 19 de abril, o USDA reportou que apenas 24% das lavouras de trigo no Kansas foram classificadas entre boas e excelentes, uma deterioração em relação aos 32% observados na semana anterior e bem abaixo dos 62% registrados em 23 de novembro, no relatório final de 2025. Além do risco climático, o mercado ainda segue de olho no impasse no Oriente Médio.
B3
Milho: Os futuros do milho seguem positivos na B3, seguindo o movimento da semana anterior. Com isso, o ativo já recuperou boa parte das perdas desde o início de abril. Os ganhos vêm da preocupação do mercado em relação ao desenvolvimento das lavouras do milho safrinha. Muitos estados plantaram parte das áreas fora da janela ideal, sobretudo o leste do MT, GO, parte do Paraná e MS. O ponto que preocupa é os modelos climáticos mostrando um clima mais seco para o mês de maio e redução drásticas nas chuvas.
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Clima: A semana inicia com os modelos climáticos indicando bons volumes de precipitação no acumulado dos próximos 15 dias no Brasil. Em diversas regiões, tanto no Norte quanto no Sul, os acumulados podem ultrapassar os 100 mm. O cenário no Centro-Oeste exige maior atenção. Os modelos ainda indicam a presença de um “clarão” no mapa ao longo de maio, especialmente em Mato Grosso.
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