Soja subindo. Real forte e visita do Trump
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados iniciam a semana em compasso de espera, com as bolsas americanas próximas das máximas históricas, enquanto investidores encaram uma das agendas mais carregadas do ano entre balanços de tecnologia e decisões de juros dos principais bancos centrais.
Os futuros do S&P 500 estáveis, refletindo cautela diante do impasse geopolítico no Oriente Médio e da alta do petróleo. O petróleo sobe após o fracasso nas tentativas de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã e com o Estreito de Hormuz ainda fechado, fator que mantém elevada a preocupação com oferta global e inflação.
A superquarta concentra Fed e Copom, mas a semana também traz decisões de BCE, BoE e BoJ, ampliando a sensibilidade dos ativos a qualquer mudança de tom das autoridades monetárias.
No Brasil, o foco local passa por IPCA-15, e outros indicadores importantes para calibrar expectativas sobre atividade e trajetória da Selic. Nos Estados Unidos, destaque para a primeira leitura do PIB do 1º trimestre e o PCE, principal métrica de inflação acompanhada pelo Fed.
Na frente corporativa, a temporada de balanços entra em fase decisiva. Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta divulgam números na quarta-feira, seguidas pela Apple no dia seguinte. Juntas, essas empresas representam parcela relevante do S&P 500 e serão determinantes para sustentar ou não o rali recente puxado por tecnologia e inteligência artificial. No Brasil, Vale, Gerdau e Santander concentram atenções na B3.
Resumo: o mercado entra na semana dividido entre fundamentos positivos de lucro corporativo e o risco macro vindo do petróleo e da geopolítica. Se o tom dos bancos centrais vier mais duro e o Brent seguir pressionado, aumenta a chance de realização após a forte alta de abril.