Soja subindo. Real forte e visita do Trump
Macro: O dólar recua nesta tarde, mas mesmo acima, segue atuando acima dos R$ 5. O mercado fecha a semana dividido, com as ações de tecnologia sustentando o fluxo. Ao mesmo tempo, o S&P 500 oscila e caminha para a primeira semana negativa desde março, enquanto a Europa recua com pressão em setores cíclicos. No macro, tensões entre Estados Unidos e Irã e riscos no Estreito de Ormuz mantêm o Brent firme, reacendendo risco inflacionário. No Brasil, ruídos fiscais e medidas sobre combustíveis seguem no radar, sem impacto relevante no curto prazo.
CBOT
Soja: A soja tem leve alta nesta 6ª-feira, mas encerra a semana com queda de 3 ¢/b. A semana foi marcada por uma rodada de compras de soja argentina pela China, que compete demanda com os EUA. A China já cobriu maio e tem 74% das compras de junho concluídas, restando para buscar no mercado cerca de 16-17 Mi t até agosto. No Brasil, embarques estão 2,6 Mi t a frente do ano passado e o programa chega a 51,2 Mi t, com recorde de destinos não-China.
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Milho e Trigo: O trigo recua neste último pregão da semana, mas acumula uma valorização semanal de 2,7% na CBOT. O cereal ainda se sustenta com a seca nas planícies dos EUA, especialmente no trigo de inverno, mas a previsão de chuvas nos próximos 10 dias pode limitar novas altas. O petróleo segue dando suporte aos grãos, tanto pelos custos quanto pelos biocombustíveis. No milho, a demanda externa continua firme, com vendas semanais dos USDA acima de 1,3 Mi t para a safra velha e 440 mil t para a nova, além de atuação compradora dos fundos.
B3
Milho: Milho sobe forte na semana, com alta próxima de 4% na B3, sustentado por dólar acima de R$ 5,0 e risco climático. A safrinha entra em momento sensível, com cerca de 1/3 da área plantada fora da janela ideal após atraso por excesso de chuva. Nos últimos 10 dias, o Centro-Oeste e Sudeste registraram baixos volumes (10–20 mm) e temperaturas acima de 30–32°C. MT ainda apresenta um cenário de umidade do dolo mais confortável, enquanto GO e MS mostram maior estresse. PR e Sudeste também preocupam, e mesmo com previsão de chuvas, a distribuição irregular mantém elevado o risco produtivo.
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Clima: Na virada do mês, há aumento marginal das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste, incluindo MT, GO e SP, porém de forma pontual e irregular. Em maio, a precipitação retorna, mas com baixa frequência e volumes limitados. No primeiro decêndio, há alguma chance de chuva no Cerrado, ganhando leve intensidade no segundo. Ainda assim, o número de dias com chuva é reduzido, entre um e dois no período. Isso mantém impacto agronômico limitado e continuidade do estresse hídrico.
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