A crise financeira na sojicultura parece não ter fim
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
O mercado abre a quinta-feira dividido entre dois vetores: balanços fortes sustentando a bolsa americana e o avanço do risco geopolítico pressionando energia e juros. Após a forte alta de abril, os futuros do S&P 500 recuam 0,5%, enquanto o Brent sobe para a região de US$ 103 com o Estreito de Ormuz ainda travado e sem progresso nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
O ponto central no curto prazo é o petróleo acima de US$ 100. Se esse patamar persistir, aumenta a pressão inflacionária global, reduz espaço para cortes de juros e pesa sobre margens corporativas. O movimento desta manhã, com dólar e Treasuries em alta, mostra um mercado mais defensivo e menos disposto a ignorar o risco externo.
Na temporada de resultados, chips seguem liderando. Texas Instruments sobe forte após números robustos e reforça a tese de demanda ligada a data centers e IA. Já empresas mais cíclicas mostram cautela: ServiceNow citou atraso em contratos, sugerindo impacto da incerteza geopolítica nas decisões corporativas.
No after market, Tesla e IBM vieram acima do esperado, mas caíram após guidance e perspectivas menos empolgantes. Hoje o foco fica em Intel, importante termômetro para o setor de tecnologia.
Até aqui, a bolsa precifica crescimento; o petróleo precifica conflito. Se o impasse no Oriente Médio continuar, aumenta a chance de realização após o forte rali recente.