A crise financeira na sojicultura parece não ter fim
Macro: O dólar opera próximo de R$ 4,96, com pouca variação no câmbio. O Ibovespa recua pressionado pelo setor bancário e realização de lucros. No exterior, o S&P 500 sobe, indicando ambiente mais positivo. Ainda assim, persistem incertezas geopolíticas envolvendo EUA e Irã. O movimento local é visto como correção dentro de uma tendência ainda positiva.
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CBOT
Soja e Milho: A soja e demais ativos do complexo operam em queda nesta tarde de quarta-feira em Chicago. A pressão vem pelo movimento de realização no óleo de soja, que havia renovado suas máximas desde 2023 no pregão anterior. Já o milho sobe levemente com suporte da demanda externa e risco climático no plantio dos EUA. Na China, os custos elevados com os insumos podem mudar a dinâmica de plantio do produtor.
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Trigo: O trigo também recua após dois dias consecutivos de alta, acompanhando o movimento da soja. Embora o mercado ainda acompanhe de perto o clima nas Planícies dos EUA, que ainda traz risco para a safra de inverno, a oferta global elevada e incertezas geopolíticas com risco de aumento da inflação, contribuem para a limitação de novos ganhos expressivos.
B3
Milho: O milho B3 tem mais um dia de forte alta. Além da continuidade do movimento de alta do petróleo, perante as incertezas no conflito do Irã e EUA, o mercado também acompanha as condições climáticas para a safrinha 2026. Os próximos dias serão de tempo quente e seco na faixa Central do país, colocando em risco a produtividade das lavouras. O ponto que chama atenção é o descolamento: a B3 subiu apesar do mercado físico seguir travado, com demanda cautelosa, dólar abaixo de R$ 5,00 e dúvidas sobre o ritmo das exportações (inclusive o quanto isso pode ou não andar em alguns destinos).
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Clima: A quarta-feira (22) mantém o padrão já observado nos últimos dias, com chuvas bastante concentradas nas extremidades do Brasil e uma faixa central sob restrição hídrica. No curto prazo, a atuação de uma frente fria sobre o Sul da América do Sul organiza áreas de instabilidade entre norte da Argentina, sul do Paraguai e Rio Grande do Sul, com previsão de chuvas e temporais pontuais entre hoje e sexta-feira. Esse sistema avança de forma gradual, alcançando Santa Catarina e Paraná, porém com perda de intensidade ao subir no mapa.
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