A crise financeira na sojicultura parece não ter fim
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
O mercado inicia a semana em modo defensivo, após um fim de semana turbulento no Oriente Médio recolocar em xeque a perspectiva de avanço nas negociações entre EUA e Irã às vésperas de um novo prazo para cessar-fogo. O petróleo reage forte a esse aumento de tensão, com o Brent subindo 4,6% e se aproximando de US$ 95 por barril, após a Marinha americana realizar a primeira apreensão de uma embarcação iraniana no Estreito de Ormuz, enquanto Teerã voltou a restringir o tráfego marítimo menos de 24 horas depois de sinalizar passagem livre. O movimento reacende preocupações com oferta global de energia e devolve prêmio de risco aos mercados.
Com isso, futuros do S&P 500 recuam 0,4%, bolsas europeias caem cerca de 1% e os Treasuries operam pressionados, enquanto o dólar avança moderadamente. O ouro realiza lucros e recua abaixo de US$ 4.800 a onça. O mercado ainda acredita que há pressão política para um acordo entre as partes, mas a volatilidade tende a permanecer elevada enquanto o impasse persistir.
Na agenda do dia, ficam no radar as vendas no varejo nos Estados Unidos, a sabatina de Kevin Warsh para o Fed e a temporada de balanços das big techs, que pode ajudar a ditar o humor em Wall Street. No Brasil, a véspera do feriado de Tiradentes deve esvaziar a liquidez e reforçar postura mais cautelosa nos negócios locais.