PSF: 06_04_2026
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados globais amanhecem em tom positivo, sustentados pela percepção de que um acordo para encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã pode estar mais próximo. O apetite por risco volta a ganhar força após a forte recuperação recente, com os futuros do S&P 500 avançando 0,2%, depois de o índice renovar máximas históricas por dois pregões consecutivos. Caso confirme o movimento, o mercado americano caminha para a terceira semana seguida de alta superior a 3%.
Além do alívio geopolítico, o suporte também vem da temporada de balanços nos EUA e do contínuo entusiasmo com o tema inteligência artificial, que seguem dando tração às bolsas.
No mercado de commodities, o petróleo devolve parte do prêmio de risco recente. O Brent recua 3,1%, negociado próximo de US$ 96/barril, após Donald Trump afirmar que o Irã teria feito concessões relevantes nas negociações. O dólar opera próximo das mínimas de fevereiro.
Apesar do otimismo inicial, o mercado ainda evita embarcar totalmente no cenário de paz. A sinalização de um novo encontro entre EUA e Irã neste fim de semana não foi confirmada pelo Paquistão, reforçando a leitura de que o conflito segue sem solução clara e que a volatilidade geopolítica continua no radar.
Com agenda macro esvaziada, o foco se desloca para o noticiário corporativo. Em Nova York, a Netflix cai no pré-market após frustrar expectativas com projeções piores, mesmo entregando números acima do esperado. No Brasil, investidores repercutem o relatório de produção e vendas da Vale divulgado ontem à noite, além da eleição de Guilherme Mello para a presidência do Conselho de Administração da Petrobras.
Resumo: petróleo realizando, dólar mais fraco e fluxo concentrado em balanços. Geopolítica segue como variável central, qualquer ruído pode rapidamente devolver prêmio aos ativos defensivos.