O dólar cai pelo segundo dia consecutivo
Macro: O câmbio brasileiro segue em rally de baixa. Ontem, o dólar perdeu o suporte dos R$ 5,00 e, neste momento, trabalha abaixo desse nível. O fluxo gringo para a bolsa brasileira (B3) está um colosso – em menos de quatro meses de 2026, o saldo líquido acumulado de entrada de capital é de R$ 67,3 bilhões. Hoje, o IBOV alcançou mais uma marca histórica nominal, aos 199 mil pontos. No mercado externo, também é dia de alta para as bolsas, com o petróleo arrefecendo.
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CBOT
Soja e Derivados: A soja passou a cair nesta tarde de terça-feira (14) na CBOT, pressionada pelos derivados do complexo. A queda do petróleo trouxe queda para os óleos vegetais e provoca ainda a redução na competitividade do biodiesel. No Brasil, o fluxo de vendas e exportação da soja segue mais fraco, com menos navios negociados na última semana e compras abaixo do ano passado. Na China, margens pressionadas do suíno e menor demanda por farelo limitam o apetite por soja.
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Milho: O milho tem alta moderada em Chicago, indo na carona do trigo e ganhando impulso nas exportações americanas. Hoje, o USDA reportou que exportadores venderam 316 mil toneladas de milho dos EUA para o México, com entrega prevista para os anos comerciais de 2025/2026, 2026/2027 e 2027/2028, além de 120 mil toneladas para destinos desconhecidos. O dólar, globalmente mais fraco, favorece as commodities americanas, tornando-as mais competitivas no mercado externo. Em contrapartida, falam que a área de milho dos EUA pode aumentar ante as intenções de plantio reportadas ao final de março, mesmo com o custo de produção mais elevado.
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Trigo: O trigo lidera os ganhos de hoje na Bolsa Americana. As chuvas abaixo do esperado para o trigo de inverno nos EUA, somadas à previsão de um abril mais seco, reforçam a preocupação com estresse hídrico e possibilidades de perdas de produtividade. Na Euronext, os futuros se mantêm estáveis, refletindo a preocupação com o milho americano e as questões no Oriente Médio.
B3
Milho: Os futuros do milho seguem em queda livre na B3. Os vencimentos de maio e junho são os mais pressionados da curva, com queda pelo 7° e 10° dia consecutivo, respectivamente. Hoje, a Conab trouxe aumento na produção do milho safrinha, de 108,43 para 109,11 Mi t. Outro ponto que continua pressionando os futuros do milho é a forte valorização do real frente ao dólar, em meio a um câmbio cotado próximo ou abaixo dos R$ 5,00 – dificultando a vida do exportador na originação do milho no interior.
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Análise gráfica: milho e boi testam suportes importantes no curto prazo
Clima: O padrão climático segue mais úmido no Norte e parte do Centro-Oeste nos próximos 15 dias. No Centro-Sul, a distribuição de chuvas é irregular, com períodos de tempo aberto. Até 20 de abril, ainda há suporte de umidade no Cerrado. Na segunda metade do mês, as chuvas reduzem e o risco aumenta para o milho safrinha. As temperaturas seguem elevadas, sem indicativo de frio relevante no curto prazo.
