Aumento de área de soja 26-27 foi insuficiente.
Macro: O mercado reduz a expectativa de solução rápida para o conflito no Oriente Médio. Ajustes na oferta e consumo de energia elevam pressões inflacionárias e risco ao crescimento global. No Brasil, o Ibovespa recua com realização de lucros e maior cautela. O cenário externo segue equilibrado, mas com maior seletividade dos investidores. No Boletim Focus, o cenário aponta para inflação mais alta e manutenção de política monetária restritiva.
Saiba mais em:
Boletim FOCUS: Expectativa inflacionária ultrapassa o teto da meta
CBOT
Soja: A segunda-feira é de queda para a soja na CBOT. A intensificação do conflito entre EUA e Irã, está repercutindo no temor de menor crescimento da economia global e esse tom de cautela já está refletindo na menor demanda de soja. Falando de Brasil, o fluxo na semana passada foi muito fraco, com apenas 10 navios negociados, sendo a pior desde início de março. A margem na China é o principal limitador: óleo caiu 5% em Dalian, farelo recuou 4% e as vendas despencaram para 62 mil t/dia, contra 286 mil no ano passado.
Saiba mais em:
Agrochina: As vendas de farelo na China estão muito fracas
Análise gráfica: soja sem direção definida, lateralização persiste
Milho e Trigo: Indo na direção contrária, o milho e o trigo operam em alta na CBOT. O trigo lidera os ganhos e acaba puxando o milho na carona. A sustentação vem pela alta do petróleo, que acaba resultando no aumento do custo de produção dos grãos e faz crescer o risco de redução de área de trigo nos EUA, com o USDA projetando a menor área desde 1919. As condições também preocupam, com apenas 35% do trigo de inverno classificado como bom/excelente. Ainda assim, o mercado carrega pressão de oferta e acumula queda superior a 5% nas últimas semanas.
B3
Milho: Hoje o câmbio renovou suas mínimas em mais de dois anos, registrando níveis abaixo dos BRL 5,00 e pressionando os preços do milho na B3. O câmbio em R$ 5,00 encarece a originação e reduz a competitividade do agro brasileiro. Para a soja, o impacto é limitado pela falta de alternativas globais. Já o milho é o mais afetado, com exportadores menos posicionados que no ano passado. O farmer selling está em 28%, igual ao ano anterior, mas com menor participação das tradings. O custo de originação elevado pressiona o programa de exportação da safrinha.
Saiba mais em:
Opinião: O Brasil se tornou o porto seguro dos emergentes. Impactos para o milho e soja
Clima: O padrão climático segue mais úmido no Norte e parte do Centro-Oeste nos próximos 15 dias. No Centro-Sul, a distribuição de chuvas é irregular, com períodos de tempo aberto. Até 20 de abril, ainda há suporte de umidade no Cerrado. Na segunda metade do mês, as chuvas reduzem e o risco aumenta para o milho safrinha. As temperaturas seguem elevadas, sem indicativo de frio relevante no curto prazo.
Saiba mais em: