O dólar tem alta no câmbio brasileiro por mais um dia
Macro: O dia é de forte queda do dólar frente ao real, com a divisa americana registrando o seu menor patamar em dois anos no câmbio brasileiro. Lá fora, o dólar também recua contra uma cesta de moedas emergentes. O movimento segue o anúncio de cessar-fogo entre EUA e Irã, reduzindo riscos no fluxo global de energia. O petróleo cai forte, com o Brent voltando abaixo de US$ 100. Isso alivia pressões inflacionárias e custos agrícolas. O complexo de óleos vegetais também recua com menor suporte do biodiesel.
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CBOT
Soja e óleo de soja: A soja opera de lado em Chicago, mesmo com a forte queda do óleo puxada pelo petróleo. O mercado segue focado na relação entre energia e biocombustíveis. As dúvidas sobre a viabilidade do B50 na Indonésia limitam o suporte. O spread entre óleo de palma e diesel recuou para cerca de US$ 250/t, menor nível em dois anos. Isso reduz a pressão sobre os óleos e limita ganhos para a soja.
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Milho e Trigo: O trigo lidera as perdas de hoje na CBOT, puxando o milho na carona. A queda do trigo supera os 3% em Chicago, já que além do alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio, o mercado também sente o impacto das chuvas nas planícies dos EUA e da revisão para cima da safra da Rússia, agora projetada em 88,7 milhões de toneladas. Ou seja, além da redução do prêmio de risco, o trigo também passa a carregar um fundamento mais pesado do lado da oferta global.
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B3
Milho: A queda do dólar e do milho em Chicago acaba refletindo em mais um dia de queda para o milho na B3. Além dos fundamentos macro, a melhora das condições climáticas na América do Sul também corrobora para um cenário mais pressionado. No Mato Grosso, o mercado permanece de lado, com ofertas entre R$ 50 e R$ 52 e compradores ainda mais abaixo, entre R$ 43 e R$ 46 na safrinha. O produtor segue retraído, esperando melhores preços, o que limita os negócios no curto prazo.
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Clima: A quarta-feira (08), começa com o destaque concentrado na atuação de um ciclone extratropical na costa da região Sul, ainda organizando áreas de instabilidade principalmente sobre o Rio Grande do Sul, com previsão de continuidade das chuvas ao longo do dia. Após os volumes mais relevantes registrados entre segunda e terça, o sistema ainda mantém instabilidade residual, especialmente na metade norte do estado, além de reflexos em Santa Catarina e Paraná.
