O dólar tem alta no câmbio brasileiro por mais um dia
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados iniciam o dia em leve recuperação, refletindo sinais de possível redução das tensões no Oriente Médio. As bolsas avançam, enquanto o petróleo oscila entre ganhos e perdas, ainda sustentado pelo cenário geopolítico.
Os futuros do S&P 500 sobem cerca de 0,8%, após um período recente de quedas que encaminha o índice para o pior mês desde 2022. No mercado de juros, os Treasuries seguem em alta, com a taxa de 10 anos recuando para 4,33%. O dólar permanece estável e o ouro registra leve valorização. Já o Brent é negociado próximo de US$108 por barril.
O principal fator continua sendo o conflito na região. A guerra, que já dura cerca de um mês, provocou forte impacto nos mercados após o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para cerca de 20% do petróleo global. Esse movimento levou o Brent a acumular alta próxima de 50%, reacendendo preocupações com inflação, especialmente nos Estados Unidos, onde o preço da gasolina voltou a superar US$4 por galão.
No entanto, surgiram sinais de possível alívio. Segundo o Wall Street Journal, o presidente Donald Trump teria indicado disposição para encerrar a campanha militar contra o Irã, mesmo sem a reabertura total do estreito. Ainda assim, declarações recentes e a continuidade das tensões mantêm dúvidas sobre a concretização de um acordo.
Na agenda econômica, o Brasil divulga o resultado primário de fevereiro, com expectativa de déficit, enquanto o governo reforça a manutenção da meta fiscal. O Caged também será acompanhado de perto, em meio a sinais mistos sobre o mercado de trabalho e expectativas para a trajetória da Selic.
Nos Estados Unidos, o relatório Jolts, que mede a abertura de vagas, ganha destaque por ajudar a orientar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária, especialmente em um cenário que combina pressão inflacionária com riscos para o crescimento.
Em síntese, o mercado reage positivamente às notícias de possível trégua, mas o ambiente ainda é de cautela, com a evolução do conflito e seus impactos sobre energia e inflação permanecendo no centro das atenções.