PSF: 16_03_2026
Macro: O dólar opera praticamente estável, após abrir em alta nesta 6ª-feira e recuar com a influência do petróleo acima de US$ 100. No Brasil, o Ibovespa cai levemente diante de dados mais fracos de emprego e eventos no sistema financeiro. O fluxo externo segue positivo, com forte entrada de capital em fevereiro. Esse movimento ajuda a sustentar o real no curto prazo. O mercado segue atento às negociações no Oriente Médio, mantendo a volatilidade.
CBOT
Soja: A EPA definiu os mandatos de biocombustíveis para 2026 e 2027, com leve aumento nos volumes totais e manutenção do etanol em 15 bi. O biodiesel segue com crescimento relevante, exigindo aumento superior a 60% na produção. A penalização para biocombustíveis importados ficou para 2028, reduzindo impacto imediato. O mercado esperava metas mais agressivas já no curto prazo. A frustração pressionou fortemente o complexo soja.
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Milho: O milho acompanha o movimento de forte queda da soja, apesar de haver alguns fundamentos que podem ajudar o cereal no curto prazo. O mercado reage ao possível waiver para E15 no verão nos EUA. A medida amplia o uso de etanol em um cenário de energia elevada. Há pressão do setor para tornar o E15 permanente ao longo do ano. Isso pode elevar de forma relevante a demanda por etanol e milho.
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B3
Milho: Futuros do milho atuam em alta nesta sexta-feira na B3 e com isso, caminham para fechar a semana com alta acumulada acima de 1% no contrato maio/26. No físico, alguns reportes de que o mercado paulista está mais ofertado, o que pode contribuir para uma correção de preços nos futuros no curto prazo. A limitação, ainda continua para os desdobramentos do milho safrinha, com boa parte das lavouras tendo sido implantadas fora da janela ideal, o que pode afetar a produtividade. O clima de abril e maio também será crucial para o estabelecimento e produtividade da safra.
Clima: A sexta-feira (27) é de tempo aberto na maior parte do Brasil, com instabilidades mais restritas. As chuvas ficam concentradas no Centro-Norte e no litoral do Nordeste. No restante do país, predomina tempo firme e temperaturas elevadas. Esse cenário favorece o avanço da colheita e das operações de campo. Por outro lado, a combinação de calor e falta de chuva já acende alerta para as lavouras.
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