Áudio com informações do abertura do dia no agronegócio
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Mercados globais iniciam o dia em modo cautela, com ações e bonds recuando diante da incerteza sobre a disposição do Irã em avançar nas negociações de cessar-fogo. O petróleo volta a subir, Brent acima de US$ 106 reacendendo o temor inflacionário e pressionando a curva de juros, com o Treasury de 2 anos a 3,93%. O S&P 500 futuro recua, refletindo o aumento do risco geopolítico a menos de 48h do fim da trégua americana para ataques à infraestrutura iraniana. No pano de fundo, o Pentágono já avalia cenários mais agressivos, enquanto Trump pressiona por avanços nas conversas.
Apesar do tom mais duro no campo político, o mercado ainda carrega um viés de esperança. A Casa Branca trabalha para viabilizar uma reunião com representantes iranianos neste fim de semana, possivelmente no Paquistão, mas sem qualquer acordo formal até aqui. Ainda assim, relatos de conversas “produtivas” sustentam parcialmente o apetite por risco — uma sinalização mais concreta de negociação poderia destravar um rally relevante nos ativos.
No macro, o petróleo volta a ser o principal vetor de preço, contaminando expectativas de inflação e política monetária. No Brasil, o Copom entra em modo dependente dos próximos desdobramentos, com Galípolo devendo manter todas as opções em aberto na coletiva de hoje. O IPCA-15 de março, por sua vez, ainda não deve capturar integralmente os impactos do conflito.
Resumo: mercado dividido entre risco geopolítico elevado no curto prazo e a expectativa de uma saída diplomática, enquanto isso, petróleo dita o ritmo e mantém a volatilidade elevada.