Áudio com informações do abertura do dia no agronegócio
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados globais iniciam o dia em modo de alívio, com recuperação parcial dos ativos de risco e queda expressiva no petróleo, à medida que aumentam as sinalizações de uma possível trégua entre EUA e Irã. Os futuros do S&P 500 avançam, acompanhados por uma melhora nos bonds, com destaque para a queda das yields na Europa, enquanto o Brent recua para abaixo de US$100/barril, mesmo com o Estreito de Ormuz ainda praticamente fechado. Ouro sobe levemente e o dólar segue estável.
O movimento ganha força após notícias de que o governo Trump teria elaborado um plano de 15 pontos para encerrar o conflito, já encaminhado ao Irã, com possibilidade de uma reunião entre as partes nos próximos dias. Na reta final do pregão anterior, esse fluxo trouxe reação imediata nos mercados: petróleo em forte queda no eletrônico e bolsas americanas ganhando tração.
Apesar do respiro, o ambiente ainda é frágil. O Irã mantém tom agressivo, ameaçando ampliar o conflito no Golfo Pérsico em caso de escalada militar, enquanto não há sinais claros de aceitação do plano de cessar-fogo, tampouco confirmação de alinhamento por parte de Israel. Depois de semanas de volatilidade intensa guiada por manchetes, o mercado começa a reprecificar um cenário de menor risco no curto prazo, mas o ceticismo segue elevado. A leitura dominante ainda é de cautela: melhora no fluxo, mas sem convicção para sustentar um rali mais consistente. A agenda do dia é mais leve, com destaque para fala de Stephen Miran (FED) e o resultado da JBS após o fechamento.