PSF: 16_03_2026
Macro: O dólar opera em alta nesta terça-feira no câmbio brasileiro. O mercado atua em tom cauteloso, em movimento que reflete maior aversão ao risco com o petróleo voltando a subir. As profundidades no Oriente Médio Seguem elevando o prêmio de risco e a volatilidade. Apesar dos sinais de negociação, o cenário ainda é incerto. No Brasil, o BC mantém postura cautelosa diante do impacto do petróleo na inflação.
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Análise gráfica: Dólar avançando com cenário externo e petróleo no radar
CBOT
Soja: A soja e o farelo recuam nesta terça-feira na CBOT. Além de um dólar mais alto, o mercado acompanha a flexibilização das restrições do MAPA e GACC sobre as exportações de soja brasileira. O número de navios negociados sem destino cresceu na semana passada. O Agricultor Sales está bem ativo nesse mês – total de 9,7 Mi t para a safra velha e 2,3 Mi t para a safra nova. Produtores comprando fertilizantes com pagamento à vista.
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Mercados na Ásia: O número de barcos de soja negociados na China voltou a crescer
Trigo: O trigo tem ganhos moderados hoje em Chicago, após a queda no dia anterior. O milho também acompanha, com valorização entre 2-4 c/b nos contratos entre maio a setembro/26. A menor expectativa de desescalada no Oriente Médio elevou o prêmio de risco sobre os cereais. A queda do euro também ajudou, melhorando a competitividade do trigo europeu. Do lado da demanda, a licitação da Argélia trouxe suporte adicional ao mercado. Em Chicago, a seca em regiões dos EUA reforçou o caminho de alta.
B3
Milho: O milho tem nível alto na B3, enquanto o mercado físico segue firme. A liquidez segue baixa, com produtores focados no campo e em poucos negócios. Compradores tentadores recompor estoques, mas com postura cautelosa. Riscos logísticos e incertezas geopolíticas mantêm o mercado travado. No externo, a demanda nos EUA e a alta do petróleo dão sustentação aos preços.
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Análise gráfica: Milho B3 sustentação média móvel de 200 períodos
Clima: As estimativas climáticas indicam o avanço de chuvas no Sul, com maior abrangência no Rio Grande do Sul e registros pontuais em SC, PR e SP. Na faixa central e norte, o corredor de umidade segue ativo, com precipitações frequentes. Esse padrão mantém boa umidade para as lavouras, mas limita as operações de campo. Entre terça e quinta, as instabilidades ganham força no Centro-Norte. O cenário continua desfavorável para a colheita da soja, com mais interferências.
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