Dolár Comercial : --
Boi Gordo (B3) : --
IBOVESPA : --
Milho (CBOT) : --
Soja (CBOT) : --
Milho (B3) : --
Algodão (NY) : --
Petróleo : --

Abertura Macro: “Trump vol”

Por: Equipe Agrinvest
Artigo, Macro
Publicado em: 23/03/2026 08:43

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Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).

  • STOXX600 (Europa): -2,29% @ 560,12 pontos
  • SP500 FUTURO (EUA): +2,53% @ 6.725,50 pontos
  • PETRÓLEO (NY): +0,37% @ 98,63 USD/barril
  • DXY (Dólar vs Cesta): +0,45% @ 100,09 pontos
  • CÂMBIO (GLOBEX – abril/26): -0,75% @ R$ 5,279
  • COMMODITIES: -3,77% @ 129,04 pontos

Mercados globais começam o dia em modo mais defensivo, com ações e títulos ampliando perdas diante da escalada no Oriente Médio. O Irã respondeu ao ultimato de Donald Trump com novos ataques no Golfo Pérsico, elevando o prêmio de risco e trazendo mais volatilidade para os ativos.

Os futuros do S&P 500 recuam cerca de 1%, enquanto bolsas na Europa e Ásia caminham para território de correção. No câmbio, o dólar ganha força e atinge máxima em três meses. Entre as commodities, o petróleo segue como principal driver: o Brent avança e opera acima de US$113 por barril, com o prazo para reabertura do Estreito de Ormuz se aproximando. Em contrapartida, metais preciosos recuam, com o ouro acumulando queda superior a 5% no ano.

Na renda fixa, o movimento é de abertura relevante das taxas, refletindo o temor de que o petróleo elevado reacenda pressões inflacionárias. A ponta curta lidera: o Treasury de 2 anos volta acima de 4%, enquanto no Reino Unido o mercado já precifica até quatro altas de juros pelo Banco da Inglaterra neste ano.

No cenário geopolítico, o conflito entra na quarta semana sem sinais de alívio. Há relatos de possível envio de tropas terrestres americanas ao Irã, enquanto a Guarda Revolucionária ameaça fechar completamente o Estreito de Ormuz em caso de ataques a instalações energéticas, um risco direto para a oferta global de petróleo.

No Brasil, o ambiente externo mais pressionado começa a levantar dúvidas sobre o cenário de inflação. O avanço do petróleo e o aumento das incertezas globais colocam em xeque se o Banco Central não estaria subestimando os impactos inflacionários à frente.

A semana ganha peso com a divulgação da ata do Copom, do IPCA-15 de março e da coletiva de Gabriel Galípolo sobre o Relatório de Política Monetária. No último encontro, o Copom iniciou o ciclo de flexibilização com um corte mais cauteloso de 0,25 ponto percentual, levando a Selic para 14,75%, abaixo do esperado por parte do mercado. Também chamou atenção o tom relativamente menos conservador do BC com as projeções de inflação, mesmo com o petróleo em alta.

Em resumo, a geopolítica segue dominando o fluxo global. O petróleo elevado reforça o risco inflacionário, pressiona os juros e reduz o espaço para cortes de taxa, mantendo o ambiente de mercado mais volátil e sensível a novas manchetes


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