Áudio com informações do abertura do dia no agronegócio
O óleo de soja perdeu um pouco o ritmo de alta que vinha sustentando nas sessões anteriores. Com isso, os fundos estão vendendo oil-share, ou seja, ajustando posições no óleo e comprando farelo, o que reflete na valorização do derivado de soja na sessão desta quinta-feira na Bolsa de Chicago.
Correndo por fora, parece que Trump está planejando uma reunião em breve com as empresas e produtores de biocombustíveis, a fim de anunciar a aprovação das metas de bios nos EUA ligadas à política ambiental da EPA. Como esse assunto já está praticamente precificado pelo mercado, o óleo de soja acaba perdendo o fôlego de alta.
Na AMS, Brasil e Argentina apresentam prêmios firmes para o farelo de soja. No caso da Argentina, apesar da melhora do clima nas últimas semanas, o cenário ainda é de um fraco ritmo de farmer selling, limitando o processamento e a oferta de farelo. Esse quadro deve persistir até abril-maio, enquanto não houver início da colheita da safra nova. No Brasil, os problemas com o alto custo logístico, somados às restrições fitossanitárias tanto na soja quanto no farelo, acabam limitando a oferta na exportação, acentuando a preocupação com a oferta global no curto prazo.
Vale lembrar que as nomeações de farelo estão semelhantes às do ano passado, ao mesmo tempo que os embarques estão lentos diante dos entraves com a logística e exigências do MAPA. Isso tudo dificulta a originação de farelo para os exportadores, mantendo os preços do farelo de soja mais caros na AMS.
Para a soja, diante dos problemas logísticos e fitossanitários (crise dos bunkers), o Brasil vem tendo dificuldades em ofertar CFR China. Isso pode ser positivo para a soja americana, em caso de compras adicionais da China para a safra velha.
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