PSF:02_03_2026
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Os mercados globais operam em queda nesta quinta-feira, pressionados pela nova disparada do petróleo em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e às interrupções no fluxo de energia na região.
Futuros do S&P 500 e bolsas europeias recuam cerca de 0,4%, enquanto o índice de ações asiáticas cai 1,2%. O Brent voltou a superar os US$100/barril, após um ataque ao porto de Basra levar o Iraque a interromper a operação de todos os terminais de petróleo do país.
Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o conflito já afeta cerca de 7,5% da oferta global de petróleo, configurando a maior disrupção já registrada no mercado da commodity. A escalada reacende temores de inflação e pesa sobre ativos de risco.
Dois petroleiros estrangeiros carregados com óleo combustível iraquiano pegaram fogo após serem atingidos por projéteis em águas do país, segundo autoridades citadas pelo Wall Street Journal. O Bahrein também relatou ataques iranianos a tanques de combustível, enquanto Omã evacuou um importante hub de exportação.
A decisão dos EUA de suspender a escolta militar de petroleiros no Estreito de Ormuz reduz as expectativas de normalização rápida do tráfego na principal rota energética global.
Apesar da proposta da AIE de liberar até 400 milhões de barris das reservas estratégicas, o petróleo voltou a acelerar durante a madrugada. O presidente Donald Trump tenta reforçar a narrativa de um conflito curto, mas relatos indicam que forças americanas se preparam para ao menos mais duas semanas de combates.
No Brasil, o avanço do petróleo volta a colocar em dúvida o grau de alívio do Copom no início do ciclo de cortes da Selic. O mercado acompanha hoje a divulgação do IPCA de fevereiro (9h).