mercado global de NPK
Macro: O dólar registra leve alta frente ao real nesta quarta-feira. O mercado segue sem direção clara diante de sinais contraditórios sobre o conflito no Oriente Médio. Trump indicou possibilidade de encerramento mais rápido da guerra, estimulando ativos de risco. Porém, o Irã mantém interrupções no Estreito de Ormuz, elevando a tensão geopolítica. O cenário sustenta volatilidade no petróleo e cautela nos mercados.
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Análise Gráfica: geopolítica no radar e petróleo segue sensível ao conflito
CBOT
Soja e óleo: A quarta-feira é de alta para o óleo de soja, sustentando a soja na carona. O mercado reage positivamente em meio a expectativa sobre as novas regras do RFS nos EUA. O mercado aguarda decisão da EPA sobre mandato de 5,4 bilhões de galões e realocação das isenções das pequenas refinarias. A medida pode manter elevada a demanda por biocombustíveis e estimular o crush de soja. Por outro lado, a liquidez da soja diminuiu no Brasil. O farmer selling caiu para 430 mil t nesta semana, refletindo ausência das tradings no mercado.
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🚨 ALERTA 2: Soja renova máximas. Óleo de soja e problemas no Brasil
Milho e Trigo: Futuros do milho e trigo voltam a subir em Chicago nesta quarta-feira acompanhando a alta do petróleo. A commodity energética abriu em forte alta durante o pregão noturno, chegou a recuar, mas apresenta ganhos de quase 5% nesta tarde e com isso, puxa os demais ativos. O movimento reflete o risco de interrupção no fornecimento de energia no Oriente Médio e fechamento do Estreito de Ormuz. A valorização do óleo de soja também reforça o suporte aos grãos.
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🚨 Alerta 1: Óleo de soja e aumento das tensões no Oriente Médio sustentam os grãos na CBOT
B3
Milho: Seguindo o movimento de alta do dólar e milho em Chicago, futuros do milho também sobem na B3. Com isso, o maio/26 volta a operar acima dos patamares de BRL 75/saca, ficando próximo de seus maiores níveis do ano. No mercado físico, o mercado continua preocupado com o andamento do plantio do milho safrinha, somado ao atraso na aquisição de insumos e riscos agroclimáticos que podem ocorrer diante de boa parte da safra que será plantada fora da janela ideal.
Clima: O padrão climático segue dividido no Brasil. O Centro-Norte continua com chuvas frequentes, mantendo o Cerrado e boa parte da faixa central com solo muito úmido e dificultando o avanço das operações de colheita e plantio. Já no Sul, os volumes seguem mais limitados e irregulares. Para as próximas semanas, os modelos indicam manutenção desse cenário, com chuvas concentradas no Centro-Norte durante março e tendência de maior expansão das precipitações para o Sul apenas na virada para abril.
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