O dólar cai pelo segundo dia consecutivo
Macro: O dólar iniciou a semana em alta, cotado acima de R$ 5,28 com a aversão ao risco gerada pelo conflito no Oriente Médio. Ao longo da manhã, porém, a divisa americana recuou com vendas de exportadores e realização de lucros. O real encontrou suporte na alta de commodities como petróleo e minério de ferro. No cenário doméstico, o Boletim Focus trouxe poucas mudanças para o câmbio. A projeção para a Selic em 2026 subiu levemente para 12,13%.
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CBOT
Soja e óleo: Futuros da soja e derivados passaram a cair na tarde desta segunda-feira na Bolsa de Chicago. Pela manhã, CBOT registrou alta para todos os grãos e óleos vegetais, a alta inicial veio da disparada do petróleo diante do fechamento do Estreito de Ormuz e danos a instalações iranianas. O petróleo chegou perto de US$ 120/barril após subir quase 60% em um mês. Os preços recuaram com rumores de que o G7 poderia liberar reservas estratégicas. Mesmo sem decisão oficial, a possibilidade de intervenção foi suficiente para pressionar os grãos.
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Mercados na Ásia: Os mercados estão passando por uma reprecificação geral
Milho e Trigo: Milho e trigo recuaram na segunda-feira após uma rodada de vendas técnicas para realização de lucros. Os contratos haviam renovado máximas de vários meses impulsionados pela disparada do petróleo com a guerra no Oriente Médio. A retração do petróleo reduziu parte do suporte aos grãos. Líderes globais buscam medidas para conter a alta da energia e normalizar o fluxo pelo Estreito de Ormuz. O mercado passa por correção após a euforia inicial. Falam ainda de um bom volume de vendas de grãos nesta segunda-feira por parte dos produtores americanos, principalmente de soja e milho.
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B3
Milho: Apesar da queda do dólar e recuo dos futuros dos grãos na CBOT, o preço do milho tem alta na sessão de hoje na B3. O vencimento maio/26 já atua acima dos R$ 75/saca voltando aos seus maiores patamares desde dez/25. Pela manhã, o contrato ficou próximo dos 76,50 – mas recuou ao longo do dia, com o enfraquecimento dos grãos em Chicago e um dólar mais fraco frente ao real. Além dos fatores globais, o mercado também acompanha a perda do ritmo do plantio do milho safrinha 2026, com risco de perda de janela ideal e queda na produtividade.
Clima: A segunda começa com instabilidade espalhada pelo Brasil, sobretudo na faixa central. Chuvas já ocorrem no RS, Paraguai, SP e MT em ambiente bastante úmido. A semana tende a manter precipitações frequentes no Centro-Oeste, Sudeste e parte do Sul. No RS, os volumes devem ser menores e irregulares, mantendo preocupação regional. No MATOPIBA, a semana começa mais seca, favorecendo a colheita, mas as chuvas retornam a partir de terça.
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